
- Atualizado há 1 ano
O Sindipetro PR/SC (Sindicato dos Petroleiros do Paraná e de Santa Catarina) afirmou, em reportagem postada em seu site oficial, que as distribuidoras multiplicaram por seis o aumento da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a gasolina. Para o sindicato, não há justificativa para isso que não seja multiplicar os lucros. Entretanto, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (ParanáPetro) disse que, além da alta de impostos, as distribuidoras têm repassado repassado aos postos significativas elevações tanto na gasolina como no diesel, alegando justificativas de mercado”. (Confira o posicionamento no fim da reportagem)
Na postagem, o Sindipetro afirmou que distribuidoras e postos de combustíveis viram no reajuste uma oportunidade para elevar seus lucros e multiplicaram em pelo menos seis vezes o aumento nas bombas. O aumento do ICMS foi de R$ 0,10, mas nas bombas chegou a até R$ 0,60.
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Em Curitia, o preço médio da gasolina na semana anterior ao aumento do ICMS, determinado pelos governos estaduais, o valor do litro da gasolina era de R$ 6,35, mas já a partir de terça-feira (4) os postos passaram a cobrar R$ 6,99.
Por sua vez, em nota divulgada a imprensa, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (ParanáPetro) disse que, além da alta de impostos, as distribuidoras têm repassado repassado aos postos significativas elevações tanto na gasolina como no diesel, alegando justificativas de mercado”. Entre elas, estaria, o aumento do preço do etanol e o impacto do mercado internacional e refinarias privadas.
“A Petrobras fornece cerca de 75% dos produtos para o mercado, sendo que o restante vem de importações ou refinarias privadas, cujos preços já vinham sofrendo forte elevação. Conforme sinalizaram as distribuidoras, os impactos destes fatores provavelmente estão sendo repassados aos postos desde sábado e ao longo desta semana. Ressaltamos, ainda, que os postos não podem comprar diretamente de refinarias – são obrigados a comprar das distribuidoras. Assim, o principal fator para variação de valores é a política de preços das distribuidoras”, conclui a nota.