
- Atualizado há 4 anos
Após meses de aparente tranquilidade, junho começou com hospitais lotados em Curitiba. Referências em atendimento, como Evangélico Mackenzie, Trabalhador, Cajuru e Hospital de Clínicas voltaram a ter uma condição de 100% de ocupação nos leitos de UTI e enfermaria quase que diariamente. Desta vez, porém, não é só a Covid-19 que está impactando o atendimento.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, César Neves, o aumento na demanda é ocasionado pela sazonalidade de doenças respiratórias, que se agravam em estações mais frias, além do atendimento de rotina dos traumas na área de urgência e emergência.
“Em função do aumento expressivo das SRAGs [Síndrome Respiratórias Agudas Graves], que inclui a própria Covid, a pneumonia e as viroses infantis, fez com que alguns pontos do Paraná tivessem uma maior ocupação de leitos”, explica.
Desta forma, a Secretaria da Saúde anunciou na última quinta-feira (2), a abertura de 107 novos leitos, sendo 64 de UTI. Em Curitiba, foram 10 UTIs e 20 enfermarias no Hospital de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier.
Na Região Metropolitana, a situação não é diferente. No domingo (5), data da última atualização do boletim, os hospitais Angelina Caron, Rocio, Municipal de São José dos Pinhais e Municipal de Araucária estavam lotados.
A transmissão da Covid-19, porém, começa a dar sinais de melhora. Segundo o boletim da Secretaria Municipal da Saúde, são 9.835 pacientes com possibilidade de transmissão do vírus na cidade. Há uma semana, eram 11.627, quase 2 mil casos a mais.
A taxa de transmissão Rt também estabilizou e hoje está próxima a 1. No fim de abril, ela chegou a ficar perto de 1,7. Isso significava que, a cada 100 pessoas com o vírus, ele acabava transmitido para 170 novos infectados.