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Curitiba recebe o 12° Ecoponto Metropolitano, no São Braz; saiba como funciona

Equipamento foi instalado na Rua da Independência, na esquina da Rua Pedro Corrêa da Cruz, no bairro São Braz
Inauguração do Ecoponto metropolitano no Bairro São Braz em Curitiba - Curitiba, 01/02/2024 - Foto: Daniel Castellano / SMCS
Equipamento foi instalado na Rua da Independência, na esquina da Rua Pedro Corrêa da Cruz, no bairro São Braz

Redação*

02/02/24
às
7:32

- Atualizado há 2 anos

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Curitiba tem mais uma opção de Ecoponto para a população descartar o lixo reciclável. Nesta quinta-feira (1/2), o prefeito Rafael Greca inaugurou o Ecoponto Metropolitano, o 12° equipamento do gênero, situado na Rua da Independência, na esquina da Rua Pedro Corrêa da Cruz, no bairro São Braz.

Durante a entrega do novo Ecoponto, que foi acompanhada por secretários municipais de Curitiba e de cidades da região metropolitana, vereadores e moradores da região, o prefeito Rafael Greca disse que a escolha do local foi estratégica.  O local escolhido fica próximo do Rio Passaúna e da divisa de três municípios da região metropolitana: Almirante Tamandaré, Campo Largo e Campo Magro.

“Este ponto de coleta de lixo reciclável é estratégico porque fica próximo de municípios que ficam na divisa de Curitiba. E também porque fica às margens do Rio Passaúna que nós queremos manter preservado”, disse o prefeito.

Combate à dengue e água limpa

Greca lembrou também que o descarte incorreto de lixo serve de berçário para o mosquito da dengue, provocando surtos da doença e sobrecarregando o sistema de saúde.

“A dengue é causada pela sujeira, é o descarte irresponsável de lixo e pode levar à morte. Por isso nós investimos nos Ecopontos e este que estamos inaugurando hoje tem a missão também de evitar que se entupa o Passaúna de lixo. Contamos com a colaboração da população para que isso não aconteça até porque toda essa região aqui, inclusive nos quatro municípios, bebe a água que é captada da grande represa do Passaúna”, explicou Greca.

Rede de ecopontos metropolitanos

Como os municípios acolheram bem a ideia, a meta agora é criar outras unidades de Ecoponto Metropolitano, na divisa com outras cidades da Grande Curitiba.

“Curitiba é celebrada pelo mundo por implantar projetos de sustentabilidade. Eu estive recentemente em Washington (EUA), em um seminário do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e fomos aplaudidos pela forma como tratamos o meio ambiente. Por isso, vamos levar adiante este projeto de sustentabilidade e fazer Ecopontos Metropolitanos nas proximidades de Pinhais, São José dos Pinhais e de Campina Grande do Sul. Vamos criar uma rede de ecopontos metropolitanos e reafirmar nosso objetivo de proteção à natureza”, disse o prefeito.

25 mil toneladas de lixo

A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, comentou que a importância dos ecopontos espalhados pelos bairros da cidade se justifica pelos números.

“Desde a sua implantação, estes equipamentos já captaram 25 mil toneladas de lixo. E hoje esta iniciativa ganha importância redobrada porque nós estamos trabalhando intensamente contra a dengue e o mosquito não conhece fronteira, citou Marilza.

A secretária considerou a inauguração do Ecoponto Metropolitano muito importante para apoiar e fortalecer o combate ao descarte de lixo irregular na região metropolitana.

“Nesse momento é preciso que esse trabalho de mutirões de limpeza, de recolhimento de resíduo que está em local indevido e destinação adequada e orientação da população aconteça de uma maneira uniforme e em todas as frentes”, defendeu Marilza.

Visão integrada

Para o secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Leverci Silveira Filho, a criação do Ecoponto Metropolitano representa a visão integrada da Grande Curitiba.

“A região metropolitana em muitos lugares é conurbada, as divisas se confundem, e as necessidades das populações são basicamente as mesmas. Então esse trabalho é muito importante, é uma visão integrada que segue a diretriz do prefeito Rafael Greca, que é um grande ambientalista, segundo a qual Curitiba é uma só”, definiu Leverci. 

O vereador Mauro Ignácio, que falou em nome dos vereadores, disse que a região tem muito a comemorar pelo benefício.

“Em um passado a recente, a Secretaria Municipal de Obras Públicas fez um grande trabalho de macrodrenagem aqui para prevenir alagamentos e isso foi muito bom. Agora, o Ecoponto Metropolitano chegou para coroar as ações da Prefeitura e o bairro São Braz e a Regional Santa Felicidade têm muito a ganhar com isso”, disse Mauro Ignácio.

Aprovado pelos moradores

A chegada do Ecoponto no bairro São Braz agradou aos moradores. O casal Vilmar Aracem e Juliana Lima da Silva, que moram na Rua da Independência, disseram que a chegada do equipamento representa comodidade para toda a vizinhança.

“Gostei muito de ter o Ecoponto perto de casa. Sempre estou limpando por aqui e agora temos onde descartar o lixo no local correto”, disse Vilmar.

“Ficou muito prático para os moradores. Volta e meia alguém produz um resíduo de obra e agora tem o lugar certo para descartar perto de casa”, disse Juliana, enquanto pajeava a filha Alice, de 6 anos.

Como funcionam os Ecopontos

Os Ecopontos são contêineres para o descarte de restos de construção civil, madeira, poda e limpeza de jardins, mobiliário e eletroeletrônicos inservíveis. Pode ser entregue, gratuitamente, até um metro cúbico por pessoa e por dia de resíduos da construção civil e resíduos de podas e limpeza de jardins. 

Se jogados à beira de rios e fundos de vale, os resíduos causam desde problemas de saúde a enchentes, além de aumentar os gastos com a limpeza pública. A Prefeitura de Curitiba ainda coleta, em média, mais de 4,7 mil toneladas por mês de resíduos descartados indevidamente. São sofás e móveis, caliça, madeira, entulhos e outros materiais que são despejados em ruas, praças, fundos de vale e nas margens dos rios.

Atualmente, a cidade conta 12 ecopontos espalhados pelos bairros, sendo os chamados Ecopontos Mistos, que recebem resíduos de construção civil (caliça), madeiras, restos de podas de árvores e de limpeza de jardins; mobiliários inservíveis, recicláveis, eletroeletrônicos; óleo de cozinha e gordura já usados.

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