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Corte do Governo Federal inviabiliza pagamentos de contas básicas e de bolsas, diz UFPR

No documento, a UFPR afirmou ser catastrófica a subtração total de recursos nas universidades federais
No documento, a UFPR afirmou ser catastrófica a subtração total de recursos nas universidades federais

Redação com UFPR

07/12/22
às
9:55

- Atualizado há 3 anos

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Em carta divulgada na noite desta terça-feira (6), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) afirmou que os cortes efetuados pelo governo federal colocam ‘todas as instituições federais de ensino superior (IFES) em uma situação gravíssima e dramática’. A universidade disse ainda, que ‘não há nenhuma condição financeira para a UFPR saldar, já neste mês de dezembro, as contas básicas de água, luz, contratos dos serviços essenciais de conservação, limpeza e segurança, bem como, o pagamento de bolsas, auxílios e o funcionamento dos restaurantes universitários.

Fachada da UFPR (Foto: Marcos Solivan – Divulgação UFPR)

Entidades ligadas ao ensino superior no Brasil protestam desde a semana passada contra um novo bloqueio de recursos do Orçamento pelo governo federal. A medida, estimam, pode travar um valor de R$ 1,6 bilhão na área da Educação, sendo R$ 244 milhões de universidades. No Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o impacto seria de R$ 450 milhões

No documento, a UFPR afirmou ser catastrófica a subtração total de recursos nas universidades federais. “Atinge em cheio, com abandono e desassistência, as parcelas mais necessitadas, pois os mais afetados são justamente os estudantes em vulnerabilidade socioeconômica e os trabalhadores assalariados das empresas terceirizadas. A situação se mostra crítica e grave”, diz o documento.

O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, afirmou na carta que “a gestão da UFPR mantém o compromisso de assegurar o fornecimento de comida, em caráter de segurança alimentar, em um dos restaurantes universitários de Curitiba, para socorrer aqueles estudantes que deveriam ser atendidos pelo edital de Auxílio Refeição Emergencial, mantendo o princípio desta gestão em fazer todos os esforços para o apoio e manutenção dos estudantes mais vulneráveis”.

O reitor Ricardo Marcelo Fonseca, e também presidente da Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), salientou ainda que repudia veementemente o que chama de herança sinistra e calamitosa na Educação

“A medida de saque adotada sobre as IFES, acontece justamente no período de aumento na arrecadação da máquina pública federal. O contraste entre aumento de arrecadação fiscal e o desamparo financeiro das instituições públicas de ensino federal, enquadra-se mais como uma falta de prioridades absoluta e descaso do governo, tanto com a Educação, como com a Ciência e Tecnologia e ainda mais, com a parcela que mais necessita e depende de auxílios para a manutenção de seus estudos”, concluiu.

O Governo Federal ainda não se pronunciou sobre a carta da UFPR.

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