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O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) se manifestou no início da noite sobre o atentado a tiros que aconteceu no Hospital Cemil de Umuarama, no Noroeste do Paraná. Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, ele está no primeiro ano de residência médica em ortopedia no Hospital Cemil, depois de se formar na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Ele foi o responsável pelo atentado.
Segundo o Portal Umuarama News, Gabriel pretendia atirar contra um ortopedista que é seu professor. Ambos estavam no mesmo consultório, atendendo a uma paciente, quando Gabriel sacou de um revólver e efetuou disparos. Um dos tiros atingiu a mulher que era atendida, ela foi socorrida e não corre risco de morte.
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Depois disso, Gabriel fugiu. Roubou um carro e foi preso em flagrante pela PM. Na delegacia, ele alegou ao delegado que sofre de transtorno bipolar e ainda disse que faz uso de medicamentos para depressão. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio e roubo.
O caso está sendo investigado.
Confira o posicionamento do Conselho Regional de Medicina:
“O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informa que está acompanhando o caso e irá instaurar processo de sindicância para apurar as circunstâncias do fato ocorrido. Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas. Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa.”
“A Associação Beneficente São Francisco de Assis / Hospital CEMIL vem por meio desta Nota Oficial INFORMAR INCIDENTE ISOLADO ocorrido em suas dependências na tarde de hoje, envolvendo um (01) disparo de arma de fogo. A Polícia Militar foi imediatamente acionada e o caso está sendo devidamente apurado pelas autoridades competentes, com as quais esta instituição de saúde colabora integralmente. O hospital reforça que repudia qualquer tipo de violência e/ou conduta que contrarie seus princípios institucionais e informa que medidas cabíveis estão sendo tomadas, também, no âmbito interno. Por respeito aos direitos dos envolvidos e ao sigilo das investigações, não serão fornecidos detalhes adicionais neste momento. A instituição permanece à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades e reafirma seu compromisso com a segurança, a ética e a qualidade no atendimento.”
As informações são do Umuarama News.