
- Atualizado há 4 anos
Em uma nova tentativa de ampliar a cobertura contra a poliomielite, Curitiba prorrogou até o dia 30 de setembro o período da campanha nacional contra a doença. A medida segue um pedido do Ministério da Saúde.

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, em agosto deste ano, na comparação com julho, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) registrou um aumento de 6,7%, em média, na cobertura vacinal de dez imunizantes recomendados a crianças de até 6 anos de idade.
Entre os imunizantes que tiveram aumento significativo está a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que faz parte do esquema de rotina contra a doença. Em julho, a cobertura vacinal para este imunizante era de 78,6% e em agosto, 88,9%.
A cobertura vacinal contra o rotavírus subiu de 84,6%, em julho, para 93,2%, em agosto; no mesmo período, a meningo C subiu de 82,8 para 93,3%; a pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e hepatite B) foi de 79,4% para 89,6%; a pneumo 10 subiu de 86,3% para 95,9%; a tríplice viral (VTV, contra sarampo, caxumba e rubéola) foi de 74,4% para 80,1%.
A taxa de cobertura com o imunizante contra a hepatite A subiu de 86,8% para 90,8%; a da febre amarela foi de 68,4% para 73%; e a cobertura vacinal da tetraviral (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela) foi ampliada de 71,5% para 75,4%. A cobertura da BCG seguiu na casa dos 91% (de 91,6% em julho para 91,1% em agosto).
As coberturas vacinais recomendadas para essas doses de rotina das crianças são de 90% para BCG e rotavírus. Para as demais vacinas, o indicado é uma cobertura de 95% do público-alvo. Por isso, é essencial que as famílias confiram as carteiras vacinais dos curitibinhas – que pode ser visualizada pelo Aplicativo Saúde Já Curitiba (site ou smartphone) – e levem as crianças para receberem as doses pendentes.
“Avançamos bastante e queremos melhorar, por isso, seguimos ofertando as vacinas permanentemente em 106 unidades de saúde. Prevenir é o melhor remédio e, em saúde pública, o melhor remédio para prevenir doenças é a vacina”, destaca a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.
A vacinação, por décadas, tem se mostrado efetiva na redução e até a erradicação de doenças graves – mas preveníveis. Os esforços para retomar altos percentuais de coberturas vacinais deve ser global para evitar que essas doenças voltem a circular.
As crianças de 1 a 4 anos que já receberam três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema de rotina recebem uma dose extra, da Vacina Oral Poliomielite (VOP). É a famosa vacina “da gotinha”.
O Ministério da Saúde ampliou o prazo da campanha nacional com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal do esquema de rotina (em Curitiba, de 88,9%) e a cobertura de crianças entre 1 e 4 anos que receberam a dose da VOP (22,2%).
O Brasil não registra casos da doença desde 1989 e mantém o certificado de eliminação da pólio em 1994. Mas o vírus continua presente em outros países, aumentando a necessidade de medidas preventivas.
Em julho, um caso da doença foi confirmado em Nova Iorque (EUA). Neste mês, o vírus foi detectado nos esgotos novaiorquino e de Londres (Inglaterra). Clique aqui e saiba mais sobre os riscos da poliomielite.
Curitiba oferta todas as vacinas do calendário nacional continuamente em 106 unidades de saúde para todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos e idosos). Há também oferta contínua das vacinas contra gripe (para pessoas com 6 meses de idade ou mais) e contra a covid-19 (aos públicos já convocados tanto para o esquema vacinal inicial como doses de reforço).
Confira os locais e horários de vacinação no site Imuniza Já Curitiba.