
- Atualizado há 1 ano
Em 2024, pela primeira vez, Curitiba registrou mais casos de dengue autóctones (cuja contaminação ocorreu na cidade) do que importados (contaminação ocorreu em outras cidades). De janeiro a 15 de novembro, foram confirmados 17.745 casos de dengue, sendo 5.057 importados e 12.688 autóctones. Os dados atualizados podem ser verificados no Painel da Dengue, disponível no site da SMS.
No trabalho de campo, desenvolvido em toda cidade pelos agentes de combate a endemias (ACE), foram encontrados mais de 3 mil focos do mosquito, um alerta importante para a eliminação de possíveis criadouros, principalmente com o aumento da temperatura dos próximos meses, condição ideal para a proliferação do Aedes.
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Curitiba mantém estratégias permanentes de combate à dengue, desde o monitoramento da presença do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, até as ações de enfrentamento da doença e os mutirões de coleta de resíduos, realizados em parceria pelas secretarias municipais da Saúde e Meio Ambiente.
Para o monitoramento da presença do Aedes, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) instalou mais de 1,5 mil armadilhas por toda a cidade, que são vistoriadas semanalmente pelos agentes de endemias. São 638 ovitrampas, para identificação da presença do mosquito nos bairros, e 890 mosquitraps, que capturam a fêmea do Aedes possibilitando a localização da presença do mosquito e a identificação da contaminação dos mesmos com os vírus das arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos).
“Essas estratégias nos auxiliam na identificação das áreas de maior infestação e subsidiam a tomada de decisão para as ações necessárias na região”, explica a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.
Segundo ela, só a união de esforços do poder público e da sociedade podem vencer essa batalha. “O combate à dengue é uma tarefa coletiva. Sem o comprometimento de toda comunidade, não é possível eliminar o mosquito e o risco de novas contaminações”, ressalta.
Desde dezembro de 2023, Curitiba conta com a tecnologia de ponta das Mosquitraps para o controle da dengue. As armadilhas são instaladas em pontos chamados “quentes”, onde há maior registro de casos, com o objetivo de identificar o índice de positividade das armadilhas e localizar os mosquitos infectados com o vírus da dengue, inclusive com a definição de qual sorotipo circula na região.
Já as Ovitrampas são utilizadas em Curitiba há mais de cinco anos. O cruzamento de informações das duas estratégias subsidia a tomada de decisão para as ações de controle da dengue na cidade.
Na semana epidemiológica 45, de 3 a 9 de novembro, por exemplo, o índice de positividade das armadilhas foi de 14,96%, ou seja, das 1.497 armadilhas vistoriadas, 224 foram positivas para a presença do Aedes aegypti, indicando as áreas com necessidade de intensificação das ações para controle da infestação.
Atualmente, o Programa Municipal de Controle do Aedes conta com 812 profissionais realizando as atividades de controle vetorial e orientando a população em relação às doenças por ele transmitidas. São 108 Agentes de Combate a Endemias (ACE) somados aos 554 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e 150 técnicos da Vigilância Sanitária.
“As ações de combate à dengue em Curitiba são permanentes e cada cidadão precisa assumir sua parte nesse trabalho, eliminando recipientes que acumulam água e podem se tornar criadouros do mosquito”, diz a coordenadora do Programa Municipal de Controle do Aedes, Tatiana Faraco.
*Com informações da SMCS