PUBLICIDADE
Curitiba /
DIA A DIA

Com 17.745 casos de dengue em 2024, Curitiba mantém mais de 1,5 mil armadilhas

De janeiro a 15 de novembro, foram confirmados 17.745 casos de dengue, sendo 5.057 importados e 12.688 autóctones.
A Secretaria da Saúde, através de seus agentes de combate às endemias, efetua periodicamente o monitoramento das Mosquitraps, armadilhas de combate à dengue, em diversos estabelecimentos e residências da cidade. Curitiba, 13/11/2024.. Foto: José Fernando Ogura/SMCS
De janeiro a 15 de novembro, foram confirmados 17.745 casos de dengue, sendo 5.057 importados e 12.688 autóctones.

Redação*

22/11/24
às
6:39

- Atualizado há 1 ano

Compartilhe:

Em 2024, pela primeira vez, Curitiba registrou mais casos de dengue autóctones (cuja contaminação ocorreu na cidade) do que importados (contaminação ocorreu em outras cidades). De janeiro a 15 de novembro, foram confirmados 17.745 casos de dengue, sendo 5.057 importados e 12.688 autóctones. Os dados atualizados podem ser verificados no Painel da Dengue, disponível no site da SMS.

No trabalho de campo, desenvolvido em toda cidade pelos agentes de combate a endemias (ACE), foram encontrados mais de 3 mil focos do mosquito, um alerta importante para a eliminação de possíveis criadouros, principalmente com o aumento da temperatura dos próximos meses, condição ideal para a proliferação do Aedes.

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

Curitiba mantém estratégias permanentes de combate à dengue, desde o monitoramento da presença do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, até as ações de enfrentamento da doença e os mutirões de coleta de resíduos, realizados em parceria pelas secretarias municipais da Saúde e Meio Ambiente.

Para o monitoramento da presença do Aedes, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) instalou mais de 1,5 mil armadilhas por toda a cidade, que são vistoriadas semanalmente pelos agentes de endemias. São 638 ovitrampas, para identificação da presença do mosquito nos bairros, e 890 mosquitraps, que capturam a fêmea do Aedes possibilitando a localização da presença do mosquito e a identificação da contaminação dos mesmos com os vírus das arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos).

“Essas estratégias nos auxiliam na identificação das áreas de maior infestação e subsidiam a tomada de decisão para as ações necessárias na região”, explica a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Segundo ela, só a união de esforços do poder público e da sociedade podem vencer essa batalha. “O combate à dengue é uma tarefa coletiva. Sem o comprometimento de toda comunidade, não é possível eliminar o mosquito e o risco de novas contaminações”, ressalta.

Tecnologia

Desde dezembro de 2023, Curitiba conta com a tecnologia de ponta das Mosquitraps para o controle da dengue. As armadilhas são instaladas em pontos chamados “quentes”, onde há maior registro de casos, com o objetivo de identificar o índice de positividade das armadilhas e localizar os mosquitos infectados com o vírus da dengue, inclusive com a definição de qual sorotipo circula na região.

Já as Ovitrampas são utilizadas em Curitiba há mais de cinco anos. O cruzamento de informações das duas estratégias subsidia a tomada de decisão para as ações de controle da dengue na cidade.

Na semana epidemiológica 45, de 3 a 9 de novembro, por exemplo, o índice de positividade das armadilhas foi de 14,96%, ou seja, das 1.497 armadilhas vistoriadas, 224 foram positivas para a presença do Aedes aegypti, indicando as áreas com necessidade de intensificação das ações para controle da infestação.

Atualmente, o Programa Municipal de Controle do Aedes conta com 812 profissionais realizando as atividades de controle vetorial e orientando a população em relação às doenças por ele transmitidas. São 108 Agentes de Combate a Endemias (ACE) somados aos 554 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e 150 técnicos da Vigilância Sanitária.

“As ações de combate à dengue em Curitiba são permanentes e cada cidadão precisa assumir sua parte nesse trabalho, eliminando recipientes que acumulam água e podem se tornar criadouros do mosquito”, diz a coordenadora do Programa Municipal de Controle do Aedes, Tatiana Faraco.

Confira as ações de combate à dengue realizadas em 2024:

  • Bloqueio de transmissão de casos com a vistoria nos imóveis num raio de 150 metros a partir do endereço do caso confirmado e a aplicação de adulticida (veneno para matar o mosquito adulto): 370 quarteirões e 19.827 imóveis tratados.
  • Varreduras casa a casa nas áreas de maior índice de infestação do Aedes aegypti, para remoção e tratamento químico de depósitos e criadouros bem como orientação aos moradores e responsáveis pelos imóveis.
  • Instalação de 638 ovitrampas nas áreas mais silenciosas e 890 mosquitraps nas áreas de maior índice de infestação com vistorias semanais para monitoramento do Aedes aegypti em todo o território do município.
  • Ampliação de 23% do quadro de agentes de combate a endemias (ACE) com a contratação de 20 profissionais para o Programa Municipal de Controle do Aedes. Atualmente, são 812 profissionais realizando as atividades de controle vetorial do Aedes e orientando a população em relação às doenças por ele transmitidas – 108 ACE 554 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e 150 técnicos da Vigilância Sanitária.
  • Novas tecnologias foram incorporadas como o uso de drones para obtenção de imagens em locais de difícil acesso e o uso de Mosquitraps para a coleta de alados e a identificação dos vírus de arboviroses nas amostras coletadas.
  • Intensificação dos Mutirões de Recolhimento de Resíduos em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente: 77 Mutirões e 1.025 toneladas recolhidas. Os mutirões propiciam aos moradores a oportunidade de descarte de objetos inservíveis e entulhos acumulados nos quintais, que têm alto potencial para serem criadouros para o Aedes aegypti.
  • Parceria com o exército, defesa civil, polícia militar e guarda municipal para as ações de vistoria e orientação à população.
  • Envolvimento intersetorial em intervenções com acumuladores (FAS e SMMA), em imóveis abandonados (Vigilância Sanitária, Urbanismo e SMMA) e em terrenos baldios (Urbanismo).
  • Atividades educativas para a população em geral foram intensificadas, com o uso de materiais gráficos e educativos (maquetes ilustrativas, jogos pedagógicos e outros) e em parceira com outras Secretarias Municipais (SME, SMMA), Universidades, SESC, Grupos Escoteiros e outros.
  • A campanha publicitária foi atualizada e veiculada em todos os equipamentos urbanos e formatos de mídias.

*Com informações da SMCS

TÁ SABENDO?

DIA A DIA

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias