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Chega de fiozarada? Prefeitura discute projeto de enterramento de fiação elétrica e de telecomunicações

O projeto foi apresentado nesta terça-feira (14), durante a Oficina de Cabeamento Aéreo de Curitiba, promovida pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep)
(Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
O projeto foi apresentado nesta terça-feira (14), durante a Oficina de Cabeamento Aéreo de Curitiba, promovida pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep)

Redação Nosso Dia

15/07/26
às
7:58

- Atualizado há 9 segundos

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A Prefeitura de Curitiba deu mais um passo na discussão de um projeto que pretende reduzir a quantidade de cabos aéreos na cidade. A proposta prevê o enterramento de até 120 quilômetros de redes elétricas e de telecomunicações no anel central da capital, com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão.

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O projeto foi apresentado nesta terça-feira (14), durante a Oficina de Cabeamento Aéreo de Curitiba, promovida pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, afirmou que a iniciativa está em fase de estruturação e que a Prefeitura busca apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para viabilizar uma parceria público-privada (PPP).

Segundo o secretário, a ideia é iniciar a implantação em vias já pavimentadas, priorizando regiões com maior circulação de pessoas, áreas turísticas, históricas e locais considerados mais vulneráveis a problemas na infraestrutura.

Além de melhorar o aspecto visual da cidade, o enterramento da fiação tem como objetivo aumentar a segurança, reduzindo riscos de acidentes, incêndios e furtos de cabos, além de proteger as redes contra eventos climáticos que podem causar interrupções no fornecimento de energia e de serviços de telecomunicações.

Puppi destacou que o custo elevado torna inviável que o município arque sozinho com o investimento e, por isso, a proposta prevê a participação da iniciativa privada. Segundo ele, a modelagem do projeto ainda enfrenta desafios técnicos, econômicos e regulatórios.

Durante o encontro, representantes do setor de telecomunicações também defenderam a necessidade de encontrar uma solução para o excesso de cabos nos postes. De acordo com o vice-presidente da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Telecomunicações, Hélio Bampi, o crescimento do número de operadoras ao longo dos últimos anos aumentou a disputa pelo espaço na rede aérea, resultando em fios soltos, cabos caídos e poluição visual.

A expectativa é que as contribuições discutidas durante a oficina sirvam de base para um plano de ação conjunto entre a Prefeitura, empresas de telecomunicações, operadoras de energia e provedores de internet. Ainda não há prazo definido para o início das obras.

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