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Cesta básica chega a R$ 878 na Região Sul e é a mais cara do país

Para os próximos meses, o pagamento do pacote de benefícios aprovados pelo congresso nacional deve aumentar o consumo nos lares
Para os próximos meses, o pagamento do pacote de benefícios aprovados pelo congresso nacional deve aumentar o consumo nos lares

Redação Nosso Dia

12/08/22
às
8:33

- Atualizado há 4 anos

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Com alta de 21,35%, a cesta básica na Região Sul chegou a R$ 878,74 em junho, segundo informações da ‘Consumo nos Lares Brasileiro’, medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A pesquisa mostra que a região tem a cesta básica mais cara do país.

Foto: Pixabay

De acordo com a Abras, a intensificação de ofertas nos supermercados e ampla variedades de marcas somadas aos recursos extras injetados na economia e a queda na taxa de desemprego impulsionaram o consumo. No que se refere à variedade de marcas, na região Sul, o consumidor encontrou nas prateleiras ao menos 37 marcas de arroz, enquanto no Nordeste foram 27.

“Com renda mais restrita, o consumidor não pode errar e, por isso, ele tem mais resistência a trocar de marca. Porém, o produto marca própria tem alta qualidade, preço competitivo e ajuda a compor a cesta de abastecimento”, analisa o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

No Brasil, como um todo, o preço da cesta chegou a R$ 773,44 em junho. As altas mais expressivas no semestre foram:

Batata – 55,81%

Cebola – 48,13%

Leite longa vida – 41,77%

Feijão – 40,97%

Queijo muçarela – 36,10%

A alta no sabão em pó, de 13,40%, também é destacada pela pesquisa.

Outro destaque no semestre foi o produto marca própria do supermercado. Com preços, em média de 20% a 30% mais baixos do que das marcas líderes da categoria, eles estão presentes em 34% dos lares.

Melhora no consumo

Para os próximos meses, o pagamento do pacote de benefícios aprovados pelo congresso nacional deve aumentar o consumo nos lares. A Abras estima que cerca de 50 a 60% dos valores liberados pelo governo devem ser destinados à cesta de consumo.

“Esse dinheiro vai movimentar o consumo nos lares, então, o crescimento em ritmo moderado do primeiro semestre deve ficar para trás. Daqui para frente, o consumo tende a ser mais intenso e estável porque cresceu o número de famílias, aumentou o valor do benefício e novos auxílios foram criados para outras categorias profissionais: caminhoneiros e taxistas”, analisa Marcio Milan.

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