Casos de vandalismo contra o transporte público em Curitiba dobram em 2024
Foram 8.960 registros de roubos e depredações no ano passado, com um prejuízo de R$ 1,36 milhão
Foram 8.960 registros de roubos e depredações no ano passado, com um prejuízo de R$ 1,36 milhão
Redação*
31/01/25
às
6:29
- Atualizado há 1 ano
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O número de ocorrências de vandalismo contra o transporte público de Curitiba bateu recorde e mais que dobrou em 2024, na comparação com o ano anterior. Levantamento da Urbanização de Curitiba (Urbs) mostra que foram 8.960 registros de roubos e depredações no ano passado, com um prejuízo de R$ 1,36 milhão. Em 2023, foram 4.421 ocorrências, com despesas de R$ 672,5 mil.
A Prefeitura vai reforçar ações para inibir o vandalismo no transporte coletivo com campanhas de conscientização da população, incluindo as torcidas de futebol, aumento do patrulhamento e a criação de operações de segurança específicas para o transporte coletivo.
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O número de ocorrências de vandalismo bateu recorde e mais que dobrou em 2024, na comparação com o ano anterior. Levantamento da Urbanização de Curitiba (Urbs) mostra que foram 8.960 registros de roubos e depredações no ano passado, com um prejuízo de R$ 1,36 milhão. Em 2023, foram 4.421 ocorrências, com despesas de R$ 672,5 mil.
Os valores referem-se aos gastos com conserto, substituição e manutenção realizados após as ocorrências. Foram considerados vandalismos em estações-tubo e em terminais do transporte coletivo, bem como em sanitários públicos e pontos de ônibus administrados pela Urbs.
“O prejuízo causado pelo vandalismo é muito alto e poderia ser revertido em benefícios para a população. É recurso que poderia ir para investimento, para pavimentação, para construção de escolas, para a saúde, para melhorias no transporte coletivo”, diz o prefeito Eduardo Pimentel. “Vamos fazer um trabalho muito forte de conscientização da população, para preservar o que é de todos e reforçar a ação da Guarda Municipal para fiscalizar e inibir esses atos”, disse.
(Foto: Divulgação)
O presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, reforça a necessidade de conscientização e das denúncias por parte da população, tanto via 153 (Guarda Municipal), como via contato com os seguranças e a fiscalização no local vandalizado. “Quem paga essa conta é a população, já que o vandalismo compromete a qualidade do transporte coletivo. E o dinheiro gasto para consertar os estragos poderia ser direcionado para outras benfeitorias para os próprios curitibanos”, diz.
Com o valor gasto com o vandalismo no ano passado seria possível, por exemplo, equipar as seis novas unidades de saúde que serão inauguradas durante a gestão, ampliar a plataforma do Terminal Santa Cândida ou construir seis casas populares. Também seria possível colocar em operação uma biblioteca e meia inclusiva, do padrão da Darcy Ribeiro, que já atende a comunidade curitibana, com quatro mil títulos, no Centro.
De acordo com o secretário de Defesa Social e Trânsito de Curitiba, Rafael Vianna, a segurança do transporte coletivo é uma das prioridades da pasta. O patrulhamento preventivo da Guarda Municipal é constante nas linhas do transporte coletivo. “Vamos reforçar esse patrulhamento com maior efetivo e equipes especializadas, além de operações específicas para o transporte coletivo” afirmou.
Ao presenciar qualquer ação de vandalismo, é fundamental que o cidadão acione imediatamente a Guarda Municipal pelo telefone 153. “A denúncia rápida permite uma ação mais efetiva e contribui diretamente para a redução desse tipo de crime na cidade”, finalizou Vianna.
(Foto: Divulgação)
Campanha
Na última segunda-feira (27/1), sete estações-tubo tiveram a fiação furtada em Curitiba, um recorde para um único dia. Somente no ano passado, o prejuízo com furto de fiação em estações-tubo foi de R$ 119,8 mil.
Vidros e catracas também são alvo de depredações nas estações-tubo. As ações dos vândalos ocorrem ainda em banheiros dos terminais, com danos e destruição de pias, vasos sanitários e válvulas, além de pichação de paredes, quebra de vidros e de portas.
A Urbs também planeja estruturar uma parceria com a Federação Paranaense de Futebol, os clubes de futebol e as torcidas organizadas para uma campanha contra o vandalismo antes e após os jogos. “Vamos propor uma ação conjunta de conscientização nos estádios”, diz Maia Neto.
O presidente da Urbs destaca que o esforço conjunto é eficiente em inibir furtos e vandalismo, ao citar o exemplo de redução do número de assaltos no transporte coletivo. “A redução do volume de assaltos dentro dos ônibus serve de exemplo. A substituição do dinheiro pelos cartões no pagamento das passagens, a ação da Guarda Municipal e o uso de câmeras fizeram cair em 97% o número de casos nos últimos cinco anos. No ano passado foram apenas 21 ocorrências. Queremos, novamente com uma ação conjunta, fazer o mesmo com o vandalismo”, diz
Agilidade
O transporte coletivo da capital conta com 23 terminais (incluindo o metropolitano Guadalupe), 338 estações-tubo e mais de 3 mil pontos de ônibus administrados pela Urbs. No levantamento dos prejuízos com o vandalismo não foram computados os danos provocados nos ônibus e nem nos pontos de ônibus metálicos, administrados pela empresa terceirizada Clear Channel.
A Urbs mantém equipes própria e terceirizada para atender demandas provocadas pelo vandalismo, percorrendo os equipamentos diariamente para fazer a vistoria e apontar falhas.
“O trabalho de manutenção é contínuo e como o crescimento do vandalismo, ele tem sido dobrado para que o serviço não seja afetado por muito tempo para a população. O furto de fiação de uma estação-tubo, por exemplo, interrompe a iluminação, o funcionamento de portas de embarque e desembarque, do elevador de acessibilidade”, diz Alceu Portella, gestor da área de manutenção da Urbs.
Esse reforço tem ajudado a reduzir o tempo de resolução dos problemas. O tempo médio de reparo hoje é inferior a 24 horas (22 horas). “A ideia é sempre reestabelecer rapidamente o funcionamento do equipamento depredado para o sistema opere normalmente”, finaliza Portella.
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