
- Atualizado há 3 anos
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O ex-governador do Paraná, Beto Richa, virou réu pela Justiça em acusação do Ministério Público do Paraná (MPPR) que apura o desvio de R$ 20 milhões de obras em escolas entre 2011 e 2015. A denúncia está dentro das investigações da Operação Quadro Negro e apontam que Richa, na época chefe do executivo estadual, comandava e seria o principal beneficiado na associação criminosa.
Conforme a denúncia, o hoje deputado federal teria nomeado Maurício Fanini para o cargo de diretor do Departamento da Secretaria de Estado da Educação (Seed), com a intenção de conseguir contato com empreiteiros interessados em obras em escolas públicas, para obter o repasse de vantagens ilícitas. Em março de 2019, Richa chegou a se preso por causa da operação.
Em uma dos casos, o Gaeco afirmou que o Governo de Richa firmou contrato a construtora Guilherme Ltda, no valor de R$ 6 milhões, para a construção do Centro de Educação Indígena no Paraná, em Manoel Ribas, em fevereiro de 2012. Segundo os promotores, orientado por Richa, Fanini teria pedido vantagem indevida correspondente a 2% dos valores que seriam recebidos pela construtora, o que foi aceito.
Responsável pela aceitação da denúncia, o juiz Leandro Gomes, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, disse na decisão que “que existem provas que justificam a abertura de uma ação penal”.
Nesta denúncia, também se tornaram réus, além de Richa, o dono da construtora Guilherme Ltda, o empresário Marco Antônio Guilherme, e o então engenheiro do estado, Sérgio Takaki.
A defesa de Richa afirmou à imprensa que a denúncia é ‘requentada’ e que o ex-governador é vítima de uma perseguição política. Disse também que todos os fatos já estão esclarecidos e que ele nunca solicitou a realização de práticas criminosas. Por fim, a defesa do deputado ressaltou que continua confiando na Justiça.
A defesa de Sérgio Takaki disse à imprensa que ele é inocente e que confia na absolvição.
A defesa de Marco Antônio Guilherme disse à imprensa que todos os contrados pela Guilherme Ltda foram cumpridos e que não houve ilicítos, confiando na absolvição dele.