
- Atualizado há 2 anos
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A secretária municipal de Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella, afirmou, na manhã desta sexta-feira (8/2), durante reunião do Comitê Municipal de Resposta às Emergências em Saúde Pública (Comresp), que Curitiba bateu em janeiro de 2024 todos os recordes de casos de dengue e a situação deve piorar.
De acordo com o último boletim do município, foram registrados 208 casos de dengue em janeiro de 2024 em Curitiba. Do total, 23 são autóctones, ou seja, a contaminação ocorreu na cidade. Os outros 185 foram importados.
O número é oito vezes maior na comparação com janeiro de 2023, quando foram registrados 25 casos, todos importados. O ano passado inteiro teve 35 casos autóctones. Agora, em apenas um mês, o município contabiliza mais da metade das contaminações locais do ano anterior.
“Por isso a necessidade de nos prepararmos. Já estamos batendo todos os nossos recordes de série histórica e deve piorar”, explicou a secretária. “A nossa realidade será pior quanto menos nos dermos conta da realidade que estamos vivendo. E todos precisam fazer a sua parte”, completou.
Quase 70% dos focos do mosquito da dengue estão nas residências, sendo os campeões: os depósitos de armazenamento de água no solo, pequenos depósitos móveis (como tampas de garrafa, por exemplo) e entulhos.
Durante a reunião do Comresp, a SMS alertou, ainda, sobre a necessidade de acompanhamento dos pacientes atendidos por cada serviço de saúde, o que vale também para a saúde suplementar e particular.
“O serviço de saúde que atendeu precisa acompanhar e avaliar esse paciente novamente entre o quarto e o quinto dia, que é quando a doença, mesmo com sintomas até então leves, pode começar a agravar”, explicou a médica infectologista Marion Burger, da Secretaria Municipal de Saúde.
A médica reforçou os sintomas que são sinais de alerta para o agravamento da doença: dor abdominal e vômito. “Isso pode acontecer, entre o quarto e o quinto dia, quando cessa a febre e há uma falsa sensação de melhora”, explica. “Quando parece que está melhorando, piora”, diz.
Além de ficar atentos a sinais de agravamento da doença, reforçou-se a necessidade para que os pacientes com suspeita de dengue sejam orientados ao uso de repelente nos primeiros sete dias da doença. O uso de repelentes nesse período visa afastar o risco de contaminação dos mosquitos e retransmissão da dengue na região onde a pessoa vive.
Armazéns da Família da Prefeitura de Curitiba vendem repelente para prevenção à dengue
A SMS também reforçou a necessidade da notificação dos casos suspeitos de dengue pelos serviços de saúde, de forma ágil, para que as medidas de bloqueio ambiental possam ser desencadeadas no entorno da residência do paciente, evitando a proliferação de mosquitos contaminados.
“É importante que o telefone e o endereço desse paciente sejam passados o mais breve possível, para que as ações possam ser desencadeadas”, disse a secretária. A orientação é que o serviço de saúde preencha a ficha de notificação e envie para o distrito sanitário do local em que atua.