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Associação se revolta com projeto que multa quem levar crianças à Parada da Diversidade: “Retrocesso”

Segundo a APPAD, a medida representa um grave retrocesso no respeito aos direitos humanos e na promoção de uma sociedade inclusiva e acolhedora
(Foto: Reprodução Instagram)
Segundo a APPAD, a medida representa um grave retrocesso no respeito aos direitos humanos e na promoção de uma sociedade inclusiva e acolhedora

Redação Nosso Dia

29/01/25
às
7:31

- Atualizado há 1 ano

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A Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD) emitiu uma nota, na tarde desta terça-feira (28), em que repudia projeto de lei do vereador Eder Borges (PL) que proíbe a presença de crianças e adolescentes “nas passeatas e paradas gays e LGBTQIA+” que são realizadas em Curitiba. Segundo a APPAD, a medida representa um grave retrocesso no respeito aos direitos humanos e na promoção de uma sociedade inclusiva e acolhedora.

De acordo com o projeto, o descumprimento da norma acarretará a aplicação de multa de até R$ 50 mil para o contratante (o promotor do evento), e de até R$ 10 mil para pais e responsáveis. O vereador alega que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem “importantes mecanismos de proteção ao crescimento da criança e do adolescente”. Entretanto, na sua opinião, no que concerne à participação em eventos voltados ao público LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer, intersexuais e assexuais), não há o “devido resguardo” à juventude.

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Para a APPAD, a medida vai contra uma sociedade mais inclusiva e acolhedora. “As Paradas da Diversidade são eventos culturais e sociais que celebram o respeito às diferenças, a igualdade e o amor em suas mais variadas formas. Eventos como esse têm um caráter educativo e promovem valores como empatia, tolerância e o combate à discriminação. A presença de crianças nesses espaços é fundamental para que cresçam em um ambiente de pluralidade, aprendendo desde cedo a valorizar a diversidade e a respeitar todas as pessoas”, diz em nota a associação.

Ainda de acordo com a APPAD, propostas como esta, que buscam cercear o acesso de crianças a espaços inclusivos, não encontram respaldo em uma sociedade democrática e, ao contrário, perpetuam preconceitos e desinformação. “Reafirmamos que educar para a diversidade é um caminho essencial para a construção de um futuro mais igualitário, justo e livre de discriminação”, afirma a nota.

Por fim, a entidade reforçou o compromisso com a promoção dos direitos de todas as pessoas e com o combate a qualquer iniciativa que ameace o princípio da igualdade. “Seguiremos firmes na defesa de um Paraná mais inclusivo e no enfrentamento de propostas que atentem contra a liberdade, a educação e os direitos humanos”. concluiu a APPAD.

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