
- Atualizado há 4 anos
Entendendo que a Polícia Civil é um trabalho social, concurseiros aprovados na corporação fizeram uma ação de doação de sangue em Curitiba. Com pelo menos 25 pessoas, que já foram nomeadas ou integram o quadro de reserva, o grupo foi até o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) no último sábado (24) e não quer parar por aí.

Raíssa Hecke Melo, de 33 anos, integra a lista de espera do concurso. Segundo ela, o objetivo também é preparar os aprovados ao contato pessoal, tão importante no trabalho da polícia.
“O cargo que vamos exercer é social, mas claro de uma forma diferente. Queremos nos antecipar e buscar alternativas que possamos fazer agora, como é o caso da doação de sangue. Já estamos nos organizando também para arrecadar ainda brinquedos no Natal”, explica.
A escolha pela doação de sangue, segundo Raíssa, também é uma homenagem aos profissionais de saúde após esse longo período de pandemia.
“A segurança pública e a saúde foram as únicas áreas que não pararam. Médicos e enfermeiros foram nossos heróis nos últimos anos, então queremos conscientizar as pessoas da importância de que os estoques de sangue não sofram com a defasagem, porque isso salva vidas”, destaca.
O Governo do Estado divulgou em junho a lista de aprovados. Inicialmente, foram convocadas 400 pessoas: 50 delegados, 50 papiloscopistas e 300 investigadores de polícia.
A comissão dos aprovados, que hoje realiza as ações sociais, surgiu com outro propósito. A reunião aconteceu diante da necessidade de recomposição dos quadros da Polícia Civil. O grupo entende que, por mais que um número interessante de pessoas já tenha sido convocada, ainda é necessário mais.
“Isso seria muito importante para restruturação da Polícia Civil, que enfrenta dificuldades com o pouco efetivo, o que reflete no trabalho das demais polícias”, lembra Raíssa.