PUBLICIDADE
Paraná /
DIA A DIA

Após ser beneficiado por decisão judicial, Guaranho deixa a prisão na RMC

Réu condenado a 20 anos sai do presídio neste sábado sob prisão domiciliar
Reprodução/Vídeo
Réu condenado a 20 anos sai do presídio neste sábado sob prisão domiciliar

Angelo Binder

15/02/25
às
17:30

- Atualizado há 10 meses

Compartilhe:

O ex-policial penal Jorge Guaranho, condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, deixou a prisão na tarde deste sábado (15). Ele saiu do Complexo Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, de muletas após ter sido beneficiado por uma decisão judicial que concedeu a ele o direito à prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

O advogado Samir Mattar Assad, que atua na defesa do réu, acompanhou a saída de Guaranho. “Estamos dando cumprimento à decisão (…) que reestabeleceu a prisão domiciliar ao senhor Jorge, tendo em vista o seu quadro de saúde, para que ele possa continuar o seu tratamento com caráter humanitário em casa”, disse.

Segundo Samir, a equipe de advogados irá entrar com um recurso. “Já estamos manejando o recurso próprio, nós respeitamos o Conselho de Sentenças, mas discordamos o conteúdo da sentença, e nos próximos dias devemos estar com esse recurso já, perante à nossa Justiça”, finaliza.

O Tribunal do Júri de Curitiba havia condenado Guaranho a cumprir pena em regime fechado. No entanto, o desembargador Gamaliel Seme Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná, concedeu a prisão domiciliar alegando razões humanitárias devido à condição de saúde do réu. Durante o julgamento do pedido, o magistrado destacou que Guaranho foi atingido por nove tiros durante o crime, possui projétil alojado no cérebro e enfrenta graves limitações físicas.

A decisão, que ainda precisa ser referendada pelos demais magistrados da 1ª Câmara Criminal, gerou grande repercussão. O Ministério Público do Paraná já informou que vai avaliar quais medidas cabíveis poderá adotar para reverter a decisão e garantir o cumprimento da pena em regime fechado.

Enquanto aguarda a análise do mérito, Guaranho seguirá em prisão domiciliar, devendo comparecer periodicamente à Justiça, além de estar proibido de sair de Curitiba ou manter contato com testemunhas do processo. A acusação segue questionando a concessão da medida, alegando que o Complexo Médico Penal do Paraná possui estrutura para atender às necessidades médicas do condenado.

TÁ SABENDO?

DIA A DIA

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias