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Começou, na manhã desta terça-feira (21), o júri popular do ex-prefeito de Piên, na Região Metropolitana de Curitiba, Gilberto Dranka. Ele é acusado de mandar matar o prefeito eleito da cidade, em 2016, Loir Dreveck. De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o crime teria motivação política.

Dreveck foi assassinado em 14 de dezembro de 2016. Cerca de uma semana antes, o técnico em segurança Genésio de Almeida foi morto por engano. Os crimes teriam acontecido em uma rodovia que liga a cidade metropolitana ao estado de Santa Catarina.
Além de Gilberto Dranka, o então presidente da Câmara Municipal de Piên, Leonides Maahs, também é acusado pelo MP-PR como mandante. Já Orvandir Arias Pedrini e Amilton Padilha são apontados como intermediário e executor do crime.
O advogado de Dranka, Claudio Dalledone, promete exibir em plenário novos elementos. Ele afirma que o ex-prefeito é inocente das acusações.
A expectativa é de que o júri ocorra em pelo menos três dias, uma vez que um grande número de testemunhas estão arroladas. O julgamento acontece na cidade vizinha Rio Negro, que conta com mais estrutura.
Em 2020, Dranka novamente disputou as eleições municipais. Apesar da tornozeleira eletrônica, ele ganhou aval da Justiça Eleitoral para participar do pleito.
Acabou derrotado por Maicon Tiguera (Republicanos), que recebeu 60,56% dos votos válidos.