
- Atualizado há 3 anos
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Ademar Traiano (PSD), afirmou ao ser questionado pelo Portal Nosso Dia, na tarde desta terça-feira (11), que não vê necessidade no pedido por escolta do deputado estadual Renato Freitas (PT). O parlamentar alega que está sofrendo ameaças de mortes há alguns meses e não quer que a segurança seja feita pelas Policias Civil e Militar.
Inicialmente, Traiano afirmou que não existe como se garantir proteção a um deputado sem que seja por meio de equipes da Segurança Pública. “O deputado encaminhou um pedido à presidência, mas disse que não queria ter policiais civis e militares, então não há a menor possibilidade de fazer com que alguém possa cuidar de sua segurança pessoal”, disse.
Em seguida, o presidente da Alep destacou não ver motivo para que se disponibilize a segurança ao deputado Freitas. “Não há, nesse momento, amparo legal para que a gente disponibilize segurança. Não vejo como uma situação gravíssima, a não ser que, uma medida judicial, chegue até a Casa determinando isso. Mas não entendo necessário isso. Não tenho informações se são verídicas as ameaças, é apenas a fala dele”, pontuou o parlamentar.
Outro deputado que também pediu escolta, informalmente, foi Ricardo Arruda (PL), que tem feito debates constantes com Freitas na Alep. Ele também teve o pedido negado.
Ao Portal Nosso Dia, o deputado petista informou ter sido ameaçado por um policial militar há cerca de um ano e meio. Segundo ele, após denúncia, o processo está em sigilo e é apurado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e a Polícia Civil.
“Um policial militar da ativa disse que iria abreviar minha vida. A OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] já desagravou esse policial. Ele diz que tenho envolvimento direto com organizações criminosas no Paraná e isso estimulou uma violência contra mim”, afirmou Freitas.
