
- Atualizado há 3 anos
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui.
Na esteira do embate entre o deputado estadual Renato Freitas (PT) e agentes da Polícia Militar (PM), o parlamentar pediu à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que tenha direito à escolta armada. A solicitação é efeito das ameaças de morte que Freitas diz estar recebendo há alguns meses.
Ao Portal Nosso Dia, o deputado petista informou ter sido ameaçado por um policial militar há cerca de um ano e meio. Segundo ele, após denúncia, o processo está em sigilo e é apurado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e a Polícia Civil.
“Um policial militar da ativa disse que iria abreviar minha vida. A OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] já desagravou esse policial. Ele diz que tenho envolvimento direto com organizações criminosas no Paraná e isso estimulou uma violência contra mim”, afirmou Freitas.

O requerimento também foi enviado ao Partido dos Trabalhadores, disse. Ele destacou que precisou mudar de endereço ao menos quatro vezes em um período de seis meses e revelou que teve de alterar sua rotina.
“O pedido é para que minha segurança seja assegurada nesse processo todo de denúncias, sobretudo em relação à violência policial no Paraná e aquela banda podre da polícia que, infelizmente, é muito organizada e nos coloca em ameaça de modo geral”, prosseguiu.
Embora tenha pedido escolta à Alep, Renato Freitas recusa a ideia de que um policial militar a faça devido à falta de confiança. De acordo com ele, o objetivo é contratar um segurança particular com autorização da Mesa Diretora da Casa. “Não me sentiria à vontade sem conhecer o agente policial que fizesse minha escolta”, acrescentou.
Há cerca de um mês, o Secretário de Segurança do Paraná, Coronel Hudson Teixeira, representou contra Renato Freitas na Alep e pediu punição ao deputado devido a críticas feitas contra a Polícia Militar do Paraná na tribuna da Casa.
Segundo o secretário, Freitas fez “ilações infundas, descabidas e distorcidas da realidade proferidas a militares estaduais e à Polícia Militar do Paraná”. Na ocasião, o petista criticou a atuação da corporação no caso que terminou com cinco mortos no bairro Alto da Glória, em 2009, e também na ocorrência que matou Claudiney Teles Junior, de 38 anos, no Xaxim.
Meses antes, Renato denunciou ter sofrido ameaças por parte de policiais militares nas dependências da Assembleia Legislativa do Paraná. Ele afirmou ainda ter sido chamado de “suspeito” durante votação do projeto de privatização a Companhia Paranaense de Energia (Copel).