
- Atualizado há 15 segundos
Os Estados Unidos restringiram a entrada de viajantes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul após o avanço do surto de ebola na África Central.
As autoridades americanas emitiram um alerta no início desta semana com a recomendação de que os cidadãos americanos não viajem para os três países africanos. Na quinta-feira, 21, o Departamento de Segurança Interna divulgou as restrições para os viajantes.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
De acordo com o comunicado, de quinta-feira, 21, todos os cidadãos americanos e residentes permanentes legais (LPRs), que estiveram na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nos 21 dias anteriores à chegada aos Estados Unidos, devem retornar ao país apenas pelo Aeroporto Internacional Washington Dulles (IAD), em Washington, capital dos Estados Unidos, para triagem reforçada.
“Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) do Departamento de Segurança Interna (DHS) aplicarão triagem de saúde pública reforçada no IAD em resposta ao surto de Ebola”, diz o comunicado.
Na segunda-feira, 18, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar “preocupado” com o surto de ebola.
A Embaixada dos EUA em Kampala, capital do Uganda, suspendeu temporariamente todos os serviços de emissão de vistos.
“Neste momento, o CDC avalia o risco imediato para o público em geral dos EUA como baixo, mas continuaremos a avaliar a evolução da situação e podemos ajustar as medidas de saúde pública à medida que informações adicionais se tornam disponíveis”, disse a agência de saúde num comunicado.
Emergência pública internacional
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no domingo, 17, que o surto de doença pelo vírus ebola no Congo e em Uganda é uma emergência de saúde pública de importância internacional.
A principal autoridade de saúde pública da África confirmou pela primeira vez um novo surto de ebola na província de Ituri, no Congo, na sexta-feira. Até sábado, haviam sido relatados 336 casos suspeitos e 88 mortes. Todos os casos estão no Congo, exceto dois registrados na vizinha Uganda.
Autoridades de saúde afirmam que o surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara para a qual não existem tratamentos ou vacinas aprovados, tornando o combate muito mais difícil. Embora mais de 20 surtos de ebola tenham ocorrido no Congo e em Uganda, incluindo 17 no Congo desde que a doença surgiu no país em 1976, esta é apenas a terceira vez que o vírus Bundibugyo é registrado.