
- Atualizado há 8 meses
O crochê, técnica manual antes associada a gerações mais velhas, vem conquistando espaço entre adolescentes de escolas estaduais em Curitiba. Em dois colégios da capital, as aulas se tornaram uma verdadeira febre, unindo concentração, criatividade e até momentos de relaxamento no dia a dia dos estudantes do ensino integral.
No Colégio Estadual Olívio Belich, no bairro Cajuru, a atividade surgiu como eletiva e já conta com duas turmas devido à procura. A diretora Adriana Maia lembra que a ideia nasceu a partir de experiências em sala de aula que mostraram como trabalhos manuais ajudam na concentração dos alunos. Hoje, a professora de história Célia Regina Piovezan é quem conduz as aulas de crochê, com opções que vão de cachecóis a bolsas.
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O interesse não se restringe às meninas. Muitos meninos também se aventuram com a agulha e a linha, como o estudante Jerson do Nascimento, de 11 anos, que descobriu no crochê uma forma de se concentrar e até pensar em possibilidades de renda extra. Já para Mayara Emily Tartari, de 13 anos, a atividade funciona como uma terapia: “Acalma a gente, dá para esquecer o estresse e ainda criar coisas novas”.
No Colégio Estadual Algacyr Munhoz Maeder, a prática ganhou outro formato: uma oficina oferecida no intervalo do almoço, com foco no descanso e na descompressão. Ali, além do crochê, os alunos experimentam o macramê, técnica de trançado que virou tendência na confecção de pulseiras e acessórios. Carlos Eduardo, de 12 anos, já produz peças personalizadas para presentear os amigos e afirma que encontrou na prática uma forma de aliviar o estresse diário.
Mais do que moda, a febre do crochê mostra que atividades manuais podem fortalecer a coordenação motora, estimular a paciência e abrir portas para a criatividade — habilidades cada vez mais valorizadas na formação dos jovens.