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Professores da UFPR processam deputado Eduardo Bolsonaro por compará-los a traficantes

Segundo a APUFPR, nos últimos anos, após o surgimento do bolsonarismo, a violência contra professores e instituições de ensino aumentou a níveis nunca antes vistos no Brasil.
Eduardo Bolsonaro em fala durante evento pró-armas (Foto: Alexandre Magno - Divulgação)
Segundo a APUFPR, nos últimos anos, após o surgimento do bolsonarismo, a violência contra professores e instituições de ensino aumentou a níveis nunca antes vistos no Brasil.

Redação

23/10/23
às
14:34

- Atualizado há 3 anos

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APUFPR (Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná) entrou com uma ação civil pública, no último dia 17, contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, após em um evento pró-armas, em julho deste ano, o parlamentar comparar os professores a traficantes de drogas.

“Além de ser fora de contexto (os docentes não faziam parte da temática do evento, obviamente), sua fala serviu apenas para estimular ainda mais o ódio na mente de pessoas costumeiramente convencidas a usar armas como forma de solução de conflitos (ou divergências) e contra “ameaças” invisíveis (basicamente, pessoas que discordam de sua visão de mundo)”,diz a nota da APUFPR.

Segundo a APUFPR, nos últimos anos, após o surgimento do bolsonarismo, a violência contra professores e instituições de ensino aumentou a níveis nunca antes vistos no Brasil. “Tratar docentes como algum tipo de ameaça às famílias, usando falas infantilizadas do tipo “vai causar discórdia dentro da sua casa, enxergando opressão em todo tipo de relação”, é como colocar um alvo nas costas de quem trabalha na educação”, diz a nota.

Na petição, a entidade afirma que as ofensas proferidas pelo parlamentar veiculam estereótipos que reforçam abusivamente a discriminação e o preconceito contra as professoras e os professores, e ferem a honra de toda a categoria docente.

O sindicato pede a reparação por danos morais homogêneos individuais, no valor de no mínimo R$ 20 mil reais por cada um dos mais de 3.100 docentes filiados, além de uma retratação pública do deputado.

“Para a APUFPR, a conduta do deputado coloca em risco a integridade física de todas as professoras e professores, ao incitar o preconceito e o ódio contra toda a categoria, instigando militantes radicalizados e armados a agirem e tratarem os docentes como “inimigos” das famílias brasileiras”, conclui a nota.

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