
- Atualizado há 3 anos
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O Procon-PR, órgão de defesa do consumidor, notificou a URBS (Urbanização de Curitiba), sobre o a forma de divulgação do aumento da tarifa de ônibus na capital, de R$ 5,50 para R$ 6, principalmente por ter acontecido de um dia para o outro.
Ao Portal Nosso Dia, o Procon-PR informou que a “URBS foi notificada para que preste esclarecimentos sobre a divulgação desse aumento, como canais utilizados e antecedência”.
Muitos curitibanos não ficaram sabendo do reajuste e, no dia seguinte ao aumento, foram pegos de surpresa pelo valor mais caro.
Ontem, um grupo de curitibanos, mobilizados por grupos sociais, realizou uma manifestação contra o reajuste.
O grupo se concentrou na Praça Santos Andrade e saiu em passeata pelo Centro, encerrando o ato na Praça Eufrásio Correia. Eles pediam que o reajuste fosse revisto e criticaram a forma como o anúncio foi feito.
Segundo a URBS, por contrato, a tarifa é reajustada no fim de fevereiro de cada ano, com base na variação de custos do transporte coletivo. A exceção foram os anos da pandemia (2020 e 2021), em que a tarifa ficou congelada. Em 2022, o reajuste havia sido de 22%.
“O valor do reajuste de 2023 é o mínimo possível para manter a sustentabilidade do sistema frente ao aumento dos custos relacionados ao transporte, que subiram acima da média da inflação”, ressalta o presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto.
No último ano, o diesel, por exemplo, acumula alta de 16%, enquanto custos de veículos (amortização, peças e acessórios) subiram 9,58%. “Estamos mantendo, para o passageiro, tarifa social, pela qual ele paga um valor menor do que o custo real do sistema, que é a chamada tarifa técnica. Se atualizássemos pelo custo real, o passageiro teria que pagar R$ 7,05. O valor da tarifa técnica subiu 11% entre março de 2022 e março de 2023”, diz o presidente da Urbs.