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Pai que perdeu filha atropelada por Porsche no Paraná morre um mês depois do acidente

Ele estava internado após sofrer complicações devido a uma pancreatite, que é a inflamação do pâncreas, órgão na parte inferior do estômago
Pai em entrevista à RICtv após o acidente (Foto: reprodução / RICtv Londrina)
Ele estava internado após sofrer complicações devido a uma pancreatite, que é a inflamação do pâncreas, órgão na parte inferior do estômago

Redação Nosso Dia

19/11/24
às
6:16

- Atualizado há 2 anos

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O pai da jovem Isabely Cristina, de 19 anos, que morreu atropelada por um veículo Porsche em Maringá, no Noroeste do Paraná, morreu no último domingo (17), cerca de um mês após o acidente. Ele estava internado após sofrer complicações devido a uma pancreatite, que é a inflamação do pâncreas, órgão na parte inferior do estômago.

Conforme a RICtv Maringá, o pai de Isabely foi internado após se sentir mal e o quadro de saúde piorou. Ele chegou a ser levado até a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas acabou não resistindo e morreu. O sepultamento aconteceu no fim da tarde desta segunda-feira (18).

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O caso

O acidente aconteceu no dia 12 de outubro deste ano. O motorista do Porsche avançou o semáforo em um cruzamento e atingiu a motocicleta em que estavam a vítima, como carona, e seu namorado, como condutor.

No acidente, o casal foi lançado a metros de distância do local e o motorista da motocicleta teve ferimentos graves, sobrevivendo após atendimento médico. Na denúncia, a 23ª Promotoria de Justiça de Maringá requer a condenação do investigado, um homem de 38 anos na data dos crimes, por homicídio culposo e lesão corporal culposa, ambos cometidos na condução de veículo automotor.

Isabely morreu no acidente (Foto: Reprodução / Reprodução RPC)

De acordo com as investigações sobre o caso, após o choque entre os veículos, o motorista teria estacionado o carro, deslocado-se até as vítimas e ido em seguida em direção a um estabelecimento comercial nas proximidades, não sendo mais flagrado pelas câmeras de seguranças do local.

Destaca a Promotoria de Justiça na denúncia que ele agiu com “manifesta imprudência ao desrespeitar a preferencial das vítimas” e “deixou de prestar socorro às vítimas, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, e ainda, afastou-se do local do acidente, para fugir à responsabilidade penal que lhe pudesse ser atribuída”. Pelos fatos, a Promotoria sustenta que sejam consideradas as agravantes de omissão de socorro e de fuga do local do acidente.

Além da condenação do denunciado pelos crimes praticados, o Ministério Público requer com o oferecimento da denúncia que seja determinado pelo Juízo o pagamento de indenização de, no mínimo, R$ 100 mil à família da vítima fatal, e de R$ 30 mil ao motorista da motocicleta, em razão das lesões sofridas pelo acidente de trânsito.

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