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“Não podemos passar os próximos 30 anos sem essa solução”, diz Pimentel sobre contornos ferroviários de Curitiba

Segundo o prefeito, a retirada do trem de carga da área urbana deve ser tratada como prioridade na nova concessão, diante do histórico de acidentes e dos impactos provocados pela ferrovia no dia a dia da cidade
Prefeito Eduardo Pimentel durante a audiência (Foto: Vitória Santin - Nosso Dia)
Segundo o prefeito, a retirada do trem de carga da área urbana deve ser tratada como prioridade na nova concessão, diante do histórico de acidentes e dos impactos provocados pela ferrovia no dia a dia da cidade

Luiz Henrique de Oliveira e Vitória Santin

27/07/26
às
16:24

- Atualizado há 7 segundos

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O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), defendeu novamente que a nova concessão da Malha Sul inclua, obrigatoriamente, os projetos executivos e a execução das obras dos contornos ferroviários Oeste e Leste da Capital, tirando os trilhos dos perímetros urbanos. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), após a audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que discutiu, em Curitiba, a futura concessão da malha ferroviária pelos próximos 30 anos.

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Segundo o prefeito, a retirada do trem de carga da área urbana deve ser tratada como prioridade na nova concessão, diante do histórico de acidentes e dos impactos provocados pela ferrovia no dia a dia da cidade. “Não podemos passar os próximos 30 anos sem essa solução. Sabemos que não é uma obra que acontece de um ano para o outro, mas é fundamental que o projeto executivo e o cronograma das obras do contorno Oeste e do contorno Leste constem na nova concessão”, afirmou.

Durante sua participação, Pimentel agradeceu à ANTT pela realização da audiência em Curitiba e destacou a presença de representantes dos governos federal, estaduais, municipais e da sociedade civil organizada. O prefeito afirmou que levou à agência o mesmo posicionamento apresentado anteriormente, durante a primeira audiência pública, em Brasília. Segundo ele, o Paraná precisa de investimentos para ampliar a capacidade ferroviária, mas Curitiba necessita de uma solução definitiva para retirar o transporte de cargas da área urbana.

“Como brasileiro, sou favorável ao transporte ferroviário de cargas, que é fundamental para escoar as riquezas do país. Como paranaense, defendo obras como o novo ramal da Serra da Esperança e a ampliação dos pátios ferroviários. Mas, como prefeito de Curitiba, peço em nome da população que a nova concessão contemple o projeto executivo e a obra dos contornos Oeste e Leste”, disse.

Segundo Pimentel, Curitiba é hoje o último grande centro urbano do Brasil onde a ferrovia de carga ainda cruza áreas densamente povoadas, o que resulta em elevado número de acidentes. “Nós somos o último grande centro urbano do país com essa interferência ferroviária. Por isso, registramos o maior número de acidentes e de acidentes fatais envolvendo trens.”

O prefeito lembrou que a Prefeitura de Curitiba e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) já possuem estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para os contornos ferroviários, aprovados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Segundo ele, o município está disposto a colaborar com o processo, inclusive no licenciamento ambiental das obras.

Além de aumentar a segurança, Pimentel afirmou que a retirada dos trilhos da área urbana abrirá novas possibilidades para a cidade. “Com a retirada do trem de carga, poderemos implantar um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), criar parques lineares, ciclovias, binários e até novos projetos habitacionais ao longo desses corredores, principalmente no ramal Leste, que atravessa regiões bastante adensadas.”

Investimentos no Paraná antes do subsídio a outros estados

Questionado sobre a discussão envolvendo a divisão da concessão da Malha Sul e as reivindicações de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o prefeito defendeu que os investimentos priorizem o Paraná antes da utilização do chamado subsídio cruzado.

Segundo ele, o Estado possui a malha ferroviária mais rentável do Sul do país e, por isso, os recursos gerados devem ser aplicados inicialmente nas obras consideradas prioritárias para os paranaenses.

“Queremos trabalhar em conjunto com Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que também precisam de investimentos. Mas é justo que o lucro gerado pela malha ferroviária do Paraná seja investido primeiro nas necessidades do próprio Paraná, como os contornos ferroviários de Curitiba, a Serra da Esperança e a ampliação dos pátios ferroviários. Depois disso, o subsídio cruzado pode ajudar os demais estados”, concluiu.

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