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Morte de empresária após procedimento estético em clínica de SC é investigada pela polícia

A morte de Geny Maria Angeli Michielin aconteceu na madrugada de quarta-feira, 17, no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, onde foi atendida após realizar o procedimento estético na terça-feira, 16
Geny Maria Angeli Michielin, uma empresária de 70 anos, morreu na última quarta-feira, 17, após passar por procedimento estético Foto: Reprodução/Redes Sociais
A morte de Geny Maria Angeli Michielin aconteceu na madrugada de quarta-feira, 17, no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, onde foi atendida após realizar o procedimento estético na terça-feira, 16

Estadão Conteúdo

23/06/26
às
15:59

- Atualizado há 14 segundos

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Uma empresária de 70 anos morreu depois de realizar um procedimento estético em uma clínica de Lages, em Santa Catarina. A morte de Geny Maria Angeli Michielin aconteceu na madrugada de quarta-feira, 17, no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, onde foi atendida após realizar o procedimento estético na terça-feira, 16. O velório e o sepultamento da vítima ocorreram na quinta-feira, 18.

De acordo com a polícia, a clínica Illuminare Instituto da Face foi alvo de um mandado de busca e apreensão na sexta-feira, 19. Na ação, os policiais apreenderam documentos apresentados pelo dentista responsável e pela anestesista. A análise da documentação conta com ajuda da Polícia Científica. Imagens de câmeras de monitoramento do estabelecimento também foram obtidas pela polícia.

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Em nota, o advogado que representa a clínica, Erial Lopes de Haro, disse que o estabelecimento e os profissionais envolvidos no atendimento à paciente “lamentam profundamente a fatalidade” e “manifestam solidariedade aos familiares e amigos neste momento de imensa dor”.

“Desde o atendimento pré-operatório, durante o procedimento e após o surgimento da intercorrência, foram rigorosamente adotadas todas as medidas assistenciais e os protocolos de segurança do paciente recomendados para situações dessa natureza, com atuação técnica contínua e imediata de toda a equipe envolvida. Infelizmente, apesar de todos os esforços empreendidos e da adoção das medidas médicas indicadas, não foi possível evitar o desfecho fatal”, afirmou.

O comunicado da defesa também aponta que informações adicionais sobre o atendimento não serão repassadas “em respeito ao sigilo médico, à privacidade da paciente e de seus familiares”.

A Polícia Civil catarinense instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte da empresária, que era moradora de Caçador (SC). Investigadores ouviram familiares da vítima e tiveram acesso ao prontuário médico. Conforme a NDTV, afiliada da Record, a empresária fez dois procedimentos na clínica, sendo um deles o lifting facial – usado para rejuvenescer a pele e reduzir a flacidez.

A polícia diz ainda que o Conselho Regional de Medicina (CRM-SC) e o Conselho Regional de Odontologia (CRO-SC) foram oficiados para que fiscalizem o estabelecimento e analisem a regularidade dos atendimentos oferecidos no local.

Procurado pelo Estadão, o CRM afirmou em nota que recebeu o ofício da polícia e que está prestando as informações técnicas solicitadas.

“Ressalta ainda, que se houver confirmação da participação de médico na realização do procedimento, o CRM-SC vai abrir investigação para apurar a conduta do profissional médico. A autarquia reforça a importância de a população checar a real habilitação do profissional antes de se submeter a um procedimento médico”, informou.

Já o CRO afirmou, também por meio de nota, que acompanha o caso que envolve profissional da odontologia com “a atenção e a responsabilidade institucional que a situação exige”.

“Neste momento, a apuração encontra-se sob condução da polícia judiciária. Por essa razão, e também em respeito à investigação em curso, o CRO-SC atua em colaboração com a autoridade competente, observando os limites legais e institucionais aplicáveis, sem antecipar qualquer juízo de valor sobre responsabilidades, condutas profissionais ou a natureza dos procedimentos investigados”, disse.

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