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Um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais, mostrando um morador revoltado após colidir o carro contra um pilar da garagem de um condomínio, trouxe à tona uma discussão frequente entre síndicos, administradoras e condôminos: afinal, o condomínio deve instalar proteções nas colunas das garagens para evitar danos aos veículos?
Embora cada situação deva ser analisada individualmente, especialistas apontam que a adoção de medidas preventivas pode reduzir acidentes e evitar conflitos entre moradores e a administração condominial. Entre essas medidas está a instalação de protetores de borracha ou outros materiais de proteção nos pilares, principalmente em locais onde há histórico de colisões ou dificuldade de manobra.
Para o advogado especializado em Direito Condominial, Luis Gustavo Stremel, a gestão do condomínio deve atuar de forma preventiva sempre que identificar situações que representem riscos aos moradores.
“Se a administração verifica que determinado pilar oferece risco recorrente ou recebe pedidos dos condôminos para a instalação de proteções, é recomendável avaliar essa medida. Em muitos casos, trata-se de uma intervenção simples e de baixo custo, capaz de evitar prejuízos muito maiores no futuro”, afirma.
Segundo Stremel, pequenas melhorias voltadas à conservação das áreas comuns e à prevenção de danos podem ser realizadas pelo síndico dentro da gestão ordinária, desde que respeitadas as regras da convenção do condomínio e haja transparência na utilização dos recursos.
“Nem toda despesa de pequeno valor exige aprovação em assembleia. O importante é que o síndico atue dentro de suas atribuições legais, preste contas aos condôminos e demonstre que a medida atende ao interesse coletivo e à boa conservação do condomínio”, explica.
O advogado ressalta ainda que episódios como o que repercutiu nas redes sociais não devem servir de justificativa para ofensas ou conflitos entre moradores e síndicos.
“Independentemente da responsabilidade pelo ocorrido, o respeito deve prevalecer. Síndicos e moradores precisam manter um diálogo construtivo para encontrar soluções que melhorem a segurança e a convivência no condomínio. A prevenção quase sempre custa menos do que reparar os prejuízos depois”, conclui.