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Mesmo com pressão dos EUA, Netanyahu rechaça cessar-fogo sem liberação de reféns

A alegação acontece em meio à resistência do país ao pedido dos Estados Unidos por uma "pausa humanitária" na guerra
A alegação acontece em meio à resistência do país ao pedido dos Estados Unidos por uma "pausa humanitária" na guerra

Estadão Conteúdo

03/11/23
às
17:53

- Atualizado há 3 anos

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O presidente israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira, 3, que não haverá cessar-fogo temporário até que os 240 reféns sejam libertados. A alegação acontece em meio à resistência do país ao pedido dos Estados Unidos por uma “pausa humanitária” na guerra.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que a suspensão é necessária para aumentar as entregas de doações e ajudar a libertar os reféns.

Blinken está em Israel pela terceira vez desde o estopim do conflito e reiterou o apelo do presidente americano, Joe Biden, pelo cessar-fogo a fim de resolver o agravamento da crise humanitária. A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou hoje que cerca de 70% da população em Gaza fugiu de suas casas.

Netanyahu, porém, disse ao secretário que iria “avançar a todo vapor”, a menos que as vítimas fossem libertadas. Em meio a temores de que o conflito se amplie em toda a região, o líder do grupo militante libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, prometeu mais ataques ao norte de Israel ainda nesta sexta-feira, embora tenha enfatizado que o grupo não pretende criar um conflito completo.

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