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Lula diz que pandemia foi ‘genocídio’ e que responsabilidades serão apuradas

Durante o discurso, com cerca de 30 minutos de duração, no Congresso Nacional neste domingo, 1º, Lula ainda adicionou que não fará revanchismo durante sua gestão
Durante o discurso, com cerca de 30 minutos de duração, no Congresso Nacional neste domingo, 1º, Lula ainda adicionou que não fará revanchismo durante sua gestão

Estadão Conteúdo

01/01/23
às
18:10

- Atualizado há 3 anos

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O presidente empossado Luiz Inácio Lula da Silva relembrou os mortos pela pandemia de covid-19 no Brasil, classificando a como um “genocídio” e disse que as responsabilidades “hão de ser apuradas e não devem ficar impunes”. Durante o discurso, com cerca de 30 minutos de duração, no Congresso Nacional neste domingo, 1º, Lula ainda adicionou que não fará revanchismo durante sua gestão.

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

“Não carregamos nenhum ânimo de revanche contra os que tentaram subjugar a nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da lei”, afirmou. “Quem errou responderá por seus erros, com direito amplo de defesa, dentro do devido processo legal. O mandato que recebemos, frente a adversários inspirados no fascismo, será defendido com os poderes que a Constituição confere à democracia.”

Com elogios à competência do Sistema Único de Saúde, o petista destacou que houve um “paradoxo” durante a pandemia, que pode ser explicado pela condução do governo federal no período. “Em nenhum outro país a quantidade de vítimas fatais foi tão alta proporcionalmente à população quanto no Brasil, um dos países mais preparados para enfrentar emergências sanitárias, graças à competência do nosso Sistema Único de Saúde. Este paradoxo só se explica pela atitude criminosa de um governo negacionista, obscurantista e insensível à vida. As responsabilidades por este genocídio hão de ser apuradas e não devem ficar impunes”. afirmou.

Ao longo de dois anos de pandemia, 694 mil brasileiros morreram durante a gestão de Jair Bolsonaro.

O presidente ainda falou que há um desafio civilizatório em responsabilizar produtores de notícias falsas. “Defendemos a plena liberdade de expressão, cientes de que é urgente criarmos instâncias democráticas de acesso à informação confiável e de responsabilização dos meios pelos quais o veneno do ódio e da mentira são inoculados. Este é um desafio civilizatório, da mesma forma que a superação das guerras, da crise climática, da fome e da desigualdade no planeta”, disse.

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