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Litoral do Paraná registra mais de 1,2 mil encalhes de pinguins em agosto

O número é 718% maior do que o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 152 encalhes
(Foto: Divulgação UFPR)
O número é 718% maior do que o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 152 encalhes

Redação Nosso Dia

08/09/25
às
8:15

- Atualizado há 8 meses

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O litoral do Paraná registrou, apenas em agosto de 2025, 1.243 encalhes de pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus). Os dados são do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR (LEC-UFPR). O número é 718% maior do que o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 152 encalhes.

De acordo com a bióloga Camila Domit, coordenadora do PMP-BS, a chegada de pinguins à costa paranaense é comum no inverno, quando as aves migram da Patagônia em busca de alimento. “Muitos não resistem à longa jornada e aos impactos do oceano. Os encalhes, embora preocupantes, também permitem ações de reabilitação e geração de conhecimento para a conservação marinha”, explica.

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Os registros ocorreram em todo o litoral do Paraná, desde Guaraqueçaba até Guaratuba. Além dos pinguins, também houve encalhes de tartarugas-verdes, tartarugas-cabeçudas e mamíferos marinhos, como o boto-cinza. “Cada espécie mostra um retrato das mudanças no oceano. Esses eventos refletem pressões ambientais, climáticas e humanas”, destaca a bióloga Liana Rosa, gerente operacional do projeto.

No Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde de Fauna Marinha (CReD), os animais resgatados recebem cuidados e são microchipados antes da soltura. A identificação individual permite acompanhar a sobrevivência e o deslocamento das aves. “Cada microchip é um elo entre ciência e conservação”, afirma a médica-veterinária Andressa Rorato.

O que fazer ao encontrar um animal encalhado?

  • Não tocar nem tentar devolver ao mar;
  • Acionar o PMP-BS pelos canais oficiais;
  • Manter distância e evitar aglomeração de pessoas e animais domésticos.

Segundo o PMP-BS, os dados reforçam a importância de políticas públicas ambientais, ciência aplicada e participação da comunidade na conservação da biodiversidade marinha.

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