
- Atualizado há 2 anos
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A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista coletiva na Etiópia no último domingo (18), quando comparou a operação militar israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus comandado por Adolf Hitler na Alemanha nazista – o Holocausto, foi duramente criticada em plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), durante a sessão desta segunda-feira (20).
“No último domingo [18], nos deparamos com mais uma aberração do presidente da República. Em uma comparação infeliz, para não dizer criminosa, demonstrou adotar a liderança do antissemitismo no Brasil”, condenou o vereador Pier Petruzziello (PP).
O vereador ainda comentou sobre a decisão do Ministério das Relações Exteriores do governo de Benjamin Netanyahu, que declarou o líder brasileiro “persona non grata”, nesta segunda-feira (19).
“O presidente acha que pode falar o que quiser. Foi uma declaração criminosa. Ele tem direito de condenar a guerra, mas não tem o direito de fazer uma comparação como essa. Israel está esperando um pedido de desculpas”, completou Petruzziello.
A fala de Lula também teve repercussão no Governo do Paraná. O governador Carlos Massa Ratinho Junior, ainda no domingo, afirmou que ligou ao embaixador de Israel no Brasil prestando solidariedade.
“Há pouco falei com o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine. Convidei ele para visitar o Paraná. Defendemos o diálogo construtivo. O Paraná reafirma seus laços e respeito ao povo de Israel. Somos um Estado que promove o diálogo e a paz”, disse o governador.
Já a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, saiu em defesa de Lula. A parlamentar afirmou que o petista se referiu ao governo de extrema-direita de Israel, e não ao povo judeu, como, segundo ela, tenta manipular o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
As palavras do presidente Lula sobre o extermínio da população de Gaza foram claramente dirigidas ao governo de extrema-direita de Israel, e não aos judeus, ao povo israelense, como tenta manipular Netanyahu. Nada é tão cruel quanto o que vem sofrendo o povo palestino, vítima de uma política de extermínio orientada pelo preconceito e pelo ódio”, afirmou.