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“Israel espera um pedido de desculpas”, diz vereador na CMC após declaração de Lula sobre Holocausto

Vereador Pier Petruzziello (PP) disse que Lula, em uma comparação infeliz, para não dizer criminosa, demonstrou adotar a liderança do antissemitismo no Brasil
Verador Pier Petruzziello, em sessão na CMC em outubro, quando levou a bandeira de Israel após ataques do Hamas (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Vereador Pier Petruzziello (PP) disse que Lula, em uma comparação infeliz, para não dizer criminosa, demonstrou adotar a liderança do antissemitismo no Brasil

Redação Nosso Dia

20/02/24
às
6:27

- Atualizado há 2 anos

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A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista coletiva na Etiópia no último domingo (18), quando comparou a operação militar israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus comandado por Adolf Hitler na Alemanha nazista – o Holocausto, foi duramente criticada em plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), durante a sessão desta segunda-feira (20).

“No último domingo [18], nos deparamos com mais uma aberração do presidente da República. Em uma comparação infeliz, para não dizer criminosa, demonstrou adotar a liderança do antissemitismo no Brasil”, condenou o vereador Pier Petruzziello (PP).

O vereador ainda comentou sobre a decisão do Ministério das Relações Exteriores do governo de Benjamin Netanyahu, que declarou o líder brasileiro “persona non grata”, nesta segunda-feira (19).

“O presidente acha que pode falar o que quiser. Foi uma declaração criminosa. Ele tem direito de condenar a guerra, mas não tem o direito de fazer uma comparação como essa. Israel está esperando um pedido de desculpas”, completou Petruzziello.

Repercussão

A fala de Lula também teve repercussão no Governo do Paraná. O governador Carlos Massa Ratinho Junior, ainda no domingo, afirmou que ligou ao embaixador de Israel no Brasil prestando solidariedade.

“Há pouco falei com o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine. Convidei ele para visitar o Paraná. Defendemos o diálogo construtivo. O Paraná reafirma seus laços e respeito ao povo de Israel. Somos um Estado que promove o diálogo e a paz”, disse o governador.

Já a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, saiu em defesa de Lula. A parlamentar afirmou que o petista se referiu ao governo de extrema-direita de Israel, e não ao povo judeu, como, segundo ela, tenta manipular o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

As palavras do presidente Lula sobre o extermínio da população de Gaza foram claramente dirigidas ao governo de extrema-direita de Israel, e não aos judeus, ao povo israelense, como tenta manipular Netanyahu. Nada é tão cruel quanto o que vem sofrendo o povo palestino, vítima de uma política de extermínio orientada pelo preconceito e pelo ódio”, afirmou.

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