
- Atualizado há 2 anos
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Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparar a ação de Israel em Gaza ao Holocausto, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, usou o microblog Twitter para prestar apoio ao povo de Israel. O governador não chegou a citar o petista, mas afirmou que ligou ao embaixador de Israel no Brasil.
“Há pouco falei com o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine. Convidei ele para visitar o Paraná. Defendemos o diálogo construtivo”, afirmou.
A declaração de Lula foi dada em entrevista coletiva após participar da 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia, e gerou muitas críticas e até manifestação do governo de Israel, que convocou o embaixador do Brasil para uma reunião de emergência.
Ainda na postagem no Twitter, Ratinho Junior salientou que o Paraná promove diálogo e paz. “O Paraná reafirma seus laços e respeito ao povo de Israel. Somos um Estado que promove o diálogo e a paz”, concluiu.
Críticas de judeus
O Instituto Brasil-Israel (IBI) divulgou nota em que repudia a comparação feita neste domingo, 18, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que, segundo o comunicado, “banaliza Holocausto e invoca a ideia de que judeus são os nazistas do presente, fomentando ainda mais o antissemitismo”.
Em entrevista a jornalistas, Lula classificou as ações de Israel na Faixa de Gaza como genocídio e chacina. Lula comparou a situação ao extermínio de judeus pela Alemanha nazista de Adolf Hitler. Lula falou à imprensa em Adis Abeba, capital da Etiópia, antes de embarcar de volta para o Brasil.
A nota afirma ainda que a fala de Lula mina a credibilidade do governo brasileiro como um interlocutor pela paz e diz que não há paralelo histórico a ser feito com a guerra em reação aos ataques do Hamas, por mais revoltantes e dolorosos que sejam as mortes de dezenas de milhares de palestinos.
A nota finaliza lembrando que o Brasil firmou compromissos internacionais para a preservação da memória do Holocausto e historicamente defendeu a luta contra sua banalização. “Essa deve continuar a ser a posição brasileira”, diz a nota do IBI