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Haddad: nervosismo do mercado passa logo, vamos pensar em Natal e ano-novo bons

Segundo Haddad, Lula tem a capacidade de avançar com investimento externo no Brasil, e na área verde
Segundo Haddad, Lula tem a capacidade de avançar com investimento externo no Brasil, e na área verde

Estadão Conteúdo

14/12/22
às
6:54

- Atualizado há 3 anos

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O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 13 que não discutiu com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, a participação do governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Haddad ainda declarou que a agenda verde é uma prioridade do governo Lula.

Fernando Haddad (Foto: Agência Brasil)

“Tanto o programa de governo dele como o meu para São Paulo têm um capítulo específico sobre transição ecológica. Quem quiser saber o nosso pensamento sobre isso basta ler”, disse.

Segundo Haddad, Lula tem a capacidade de avançar com investimento externo no Brasil, e na área verde. Segundo ele, a agenda do governo Bolsonaro no meio ambiente isolou o Brasil do mundo.

“A agenda verde pode dinamizar o crescimento dos próximos anos. Vamos corrigir a lambança atual e fazer o que não foi feito de certo. O nervosismo do mercado passa logo, vamos pensar em Natal e ano-novo bons”, disse.

Corrigir erros

Haddad afirmou ainda que o grande desafio do primeiro ano de governo será corrigir os erros que foram cometidos em 2022 “por açodamento e por desespero eleitoral”.

Segundo Haddad, foram cometidos uma série de equívocos na gestão da política econômica, que contrariam o bom senso e recomendações dos próprios técnicos do Ministério da Economia. Entretanto, ele não detalhou que erros foram cometidos.

“Nosso grande desafio será corrigir os erros que foram cometidos esse ano por açodamento e por desespero eleitoral. Foram cometidos uma série de equívocos na gestão da política econômica, contrariando o bom senso e recomendações de técnicos da equipe econômica. Medidas foram tomadas por desespero, no calor do debate eleitoral. Não podemos admitir a volta da fome e a corrosão do poder de compra dos salários”, disse.

Segundo Haddad, o fortalecimento do Estado brasileiro virá por meio da previsibilidade e confiança. Ele ainda declarou que sem educação de qualidade e credito não há economia que prospere.

“Queremos voltar à normalidade. Conduzir a política econômica com essas duas diretrizes. Há mais reformas a serem feitas, além da tributária. Se pegar o crédito, fizemos uma grade reforma em 2003. A agenda dessa década vai aprofundar essa questão. Temos que voltar para microcrédito, garantir a democratização do crédito”, disse.

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