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A deputada federal e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), criticou nesta sexta-feira (3), durante evento em Curitiba, a carta enviada pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao governo dos Estados Unidos, na qual o parlamentar pede o adiamento, por 180 dias, da possível imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. (Assista ao vídeo da entrevista mais abaixo)
Aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Gleisi afirmou ao Portal Nosso Dia que o Brasil não deve aceitar a aplicação das tarifas “nem antes e nem depois das eleições” e defendeu que a questão seja resolvida por meio das negociações diplomáticas já em andamento entre os dois países.
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“É um absurdo. Nós não podemos aceitar tarifas nem antes e nem depois da eleição. O presidente já se manifestou sobre isso. Nós temos uma mesa de negociação com os Estados Unidos, queremos negociar, mas achamos que essas tarifas são injustas, porque os Estados Unidos têm uma balança comercial positiva com o Brasil. Nós compramos mais produtos deles do que eles compram de nós. Não tem justificativa para a gente ter essas tarifas”, afirmou.
Na avaliação da deputada, a carta enviada por Flávio Bolsonaro demonstra submissão aos interesses norte-americanos e coloca a disputa eleitoral acima dos interesses nacionais.
“Essa carta do Flávio mostra o quão ele é submisso aos Estados Unidos e como a cabeça dele funciona só por conta da eleição, porque ele acha que a aplicação de tarifa aqui ajuda o presidente Lula no processo eleitoral, então ele quer que deixe para depois”, declarou.
Assista ao vídeo:
Gleisi ainda afirmou que a atitude do senador evidencia falta de compromisso com o país. “Isso mostra que não é uma pessoa com capacidade de defender o Brasil”, concluiu.
A manifestação ocorre após Flávio Bolsonaro encaminhar uma carta ao governo dos Estados Unidos pedindo que uma eventual aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros seja adiada por pelo menos 180 dias. No documento, o senador argumenta que a medida, caso adotada agora, fortaleceria politicamente o presidente Lula às vésperas das eleições. Flávio também promete que, se eleito presidente, abrirá negociações com Washington para atender parte das demandas comerciais apresentadas pelos norte-americanos.
