
- Atualizado há 3 anos
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A Operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), contra uma quadrilha de roubo de cargas, na manhã desta terça-feira (27), terminou com 17 suspeitos presos em Curitiba e Região Metropolitana. Em entrevista coletiva, o delegado André Feltes relatou que a quadrilha tirava foto de documentos dos caminhoneiros durante os roubos para amedrontá-los e que o líder do bando foi preso escondido na caixa d´água de uma residência.
Inicialmente, o delegado contou que a quadrilha é investigada há um ano e que praticava roubos a cargas de cigarros, migrando com o passar do tempo para eletrônicos e eletrodomésticos. A maioria dos participantes dela era morador em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
“As investigações avançaram e houve a identificação dos 18 suspeitos, com 17 mandados sendo cumpridos hoje. Em um dos casos, em abril deste ano, eles roubaram dois caminhões com eletrodomésticos no mesmo dia, em um intervalo de 40 minutos, na região de Curitiba. Eram cerca de oito pessoas por roubos. Identificamos os envolvidos e fizemos as prisões”, destacou Feltes.
Ainda conforme o delegado, enquanto parte do bando fazia o transbordo da carga, o motorista era mantido como refém amarrado no caminhão, normalmente na área rural da Região Metropolitana de Curitiba. Os profissionais do volante passavam por uma verdadeira tortura psicológica, com ameaças e marcas que ficarão para sempre.
“Os motoristas ficavam amarrados no próprio veículo e a quadrilha tirava uma foto deles e do documento, afirmando que caso fizessem uma denúncia ou os reconhecessem, iriam se vingar. Isso causa até um medo dos motoristas em fazer o reconhecimento dos suspeitos, então a prisão deles certamente será um grande alívio para os caminhoneiros. Há motoristas que foram vítimas mais de quatro vezes da quadrilha”, contou o delegado.
Dos 18 mandados de prisão expedidos para esta terça-feira, 17 foram cumpridos pelas equipes policiais. A maioria dos investigados conta com passagens pela Polícia Civil por diversos crimes. O líder da quadrilha, que em abril tinha sido preso por receptação, mas acabou liberado por falta de provas de envolvimentos nos assaltos, desta vez acabou preso em uma temporária de 30 dias. Ele foi localizado de forma inusitada.
“O chefe da quadrilha tem várias passagens pela polícia e foi preso na caixa d´água de uma residência. Ficou mais de uma hora e meio escondido nos forros de casas, mas a gente conseguiu cercar bem a área e o encontramos dentro da caixa. Agora, os suspeitos tem uma prisão temporária de 30 dias e acreditamos, que com as investigações, será revertida para preventiva”, concluiu o delegado.