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Filho de Eliza Samudio inicia carreira como goleiro do sub-13 do Athletico-PR

Ex-goleiro Bruno foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato da mãe do jovem; na Justiça, ex-Flamengo exige exame de DNA para reconhecer a paternidad
Ex-goleiro Bruno foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato da mãe do jovem; na Justiça, ex-Flamengo exige exame de DNA para reconhecer a paternidad

Estadão Conteúdo

13/04/23
às
18:07

- Atualizado há 3 anos

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Bruno Samudio de Souza, 13 anos, filho de Eliza Samudio, iniciará sua carreira no sub-13 do Athletico-PR nesta semana. O jovem atua no gol, mesma posição na qual se destacou Bruno Fernandes, ex-Flamengo Atlético-MG, condenado pelo assassinato da mãe do jovem. Bruninho, como é conhecido, foi inscrito pelo clube para a disputa do Sulbrasileiro BG Prime, que reúne equipes da região Sul do País. Bruninho, como é conhecido o garoto, foi inscrito pelo clube para a disputa do Sulbrasileiro BG Prime, que reúne equipes da região Sul do País.

A página oficial da competição conta com a foto de Bruninho, com o uniforme do Athletico. A estreia acontece neste sábado, diante do Novo Hamburgo. O jovem fez diversos testes antes de ser aprovado no clube e se mudar, em definitivo, para Curitiba no início deste ano. Bruninho mora com a sua avó, Sônia Moura, desde a morte de sua mãe, em 2010, quando ainda tinha poucos meses de vida.

O ex-goleiro Bruno foi condenado, em 2013, a 22 anos e três meses de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio. Um ano antes, ele reconheceu, na Justiça, a paternidade de Bruninho, mas a defesa do jogador entrou com uma ação para anular a decisão, com base no fato de não existir um exame de DNA.

Ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samudio
Ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samudio Foto: TJ-MG/Divulgação

Em janeiro de 2023, o goleiro pediu a realização de um exame de DNA, após a Justiça determinar indenização de R$ 650 mil a seu filho. “Ele não pode falar que é meu filho se não tiver exame de DNA. Se não tem um exame, existe a dúvida. Já pedi na Justiça”, afirmou Bruno, em entrevista ao “Conexão Repórter”, do SBT, em 2020. Um ano antes, reportagem do Uol, revelou que a criança desejava trocar seu nome, para não ter relação com o ex-jogador.

Em meio a essas questões judiciais, Bruninho inicia sua carreira como goleiro com atenções voltadas para si. O BG Prime, que organiza a competição, afirma, ao Estadão, que tomará todos os cuidados necessários para preservar a imagem e integridade do atleta. “Ele (Bruninho) é jogador do Athletico, uma equipe que respeitamos muito, e será tratado como todos os atletas. Em todos os jogos temos a segurança necessária para realização da partida”,

“Desejamos que ele tenha sucesso na sua caminhada pela competição. Ele tem o direito de ter uma vida em paz, pois tudo já foi muito difícil e dolorido certamente”, afirma. A competição conta com filhos de outros ex-jogadores no elenco dos clubes. “Procuramos não colocar peso sobre os mesmos. São crianças e desejamos que sejam felizes, independentemente do futuro no futebol.”

A reportagem do Estadão entrou em contato com o Athletico-PR, acerca dos cuidados que serão tomados para preservar a imagem do atleta, mas ainda não obteve resposta. Caso o clube se pronuncie, a matéria será atualizada.

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