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O Brasil perdeu um de seus mais importantes jogadores de basquete. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos. O “Mão Santa” estava internado no hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.
Oscar havia sido levado às pressas ao hospital depois de sofrer um mal-estar. A morte foi confirmada pela família, em comunicado, horas depois da internação. Ele deixa a mulher, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.
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O velório será restrito aos familiares, “em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento”, segundo a família do ex-atleta.
Oscar passou 15 anos lutando contra um câncer no cérebro, descoberto em 2011. Ele passou por duas cirurgias para retirada de dois tumores na região, além de várias sessões de quimioterapia.
Em 2022, ele anunciou a interrupção do tratamento depois de afirmar estar curado da doença. “Eu venci essa batalha”, disse ele naquela ocasião.
“Houve um período em que as revistas brasileiras me deram como morto. Só pelo motivo de eu querer ser um bom pai. Não quero ser melhor jogador ou palestrante”, afirmou Oscar em entrevista ao Estadão em 2022.
O Mão Santa afirmara que tinha perdido o medo de morrer porque havia ganhado vontade de viver para ficar com a mulher e os filhos.
Oscar era viciado em bombons de chocolates e colecionava selos, segundo contou ao Estadão. Pescar estava entre seus hobbies preferidos.
Pelé era o maior ídolo de Oscar, que também adorava Ayrton Senna e manteve o hábito de falar com Deus, como fazia o piloto, enquanto jogava.
Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos (Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996), e foi, por muito tempo, o maior pontuador da história do basquete.
Também é, até hoje, quem mais pontuou pela seleção brasileira, com 7.693 pontos.
Medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987, Oscar Schmidt ganhou títulos sul-americanos com a seleção brasileira masculina de basquete (1977, 1983 e 1985). Ídolo da modalidade no Brasil, ele conquistou três bronzes importantes para sua história: no Mundial das Filipinas-1978, Pan de San Juan-1979 e Copa América do México-1989.
Em 2013, Oscar foi eternizado no Hall da Fama do basquete, em Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos, mesmo sem sequer ter jogado uma partida na NBA. Ele se recusou a jogar na NBA porque, se aceitasse, teria de abrir mão da seleção brasileira.
“Não me arrependo de nada”, falou ele ao Estadão. “Três anos depois (de ter recusado a NBA) a gente ganhou o Pan-Americano em 1987, nos EUA. Não me arrependo nunca, imagina? O Pan-Americano foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida. Vencemos dentro dos Estados Unidos, do melhor time do mundo, que já era a equipe norte-americana”.
O Mão Santa defendeu Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Clube Sírio, além de ter tido passagens por times da Espanha e da Itália.
Em 1998, Oscar concorreu ao senado por São Paulo na chapa do Paulo Maluf e foi derrotado por Eduardo Suplicy. “Ainda bem que não fui eleito”, declarou o ex-jogador, sob o argumento de que não se via “naquilo”, a política.
“No meio da campanha, eu vi muita coisa que não gostei. Eu queria ser presidente do Brasil, esse era meu objetivo. E, de senador pra presidente é um pulo, né. Faz sua candidatura rapidinho. Mas não gostei de muita coisa e vi que não era o meu mundo. Prefiro andar de bermuda”, justificou.
Seu desejo era ser presidente, mas a política o desiludiu. “Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo”.