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Um homem investigado por se passar por advogado, acessar ilegalmente sistemas do Judiciário e oferecer supostos benefícios a integrantes do crime organizado foi preso pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) na manhã desta quarta-feira (10), em Fortaleza, no Ceará.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava identidades falsas e certificados digitais para entrar de forma fraudulenta em sistemas de tribunais e parlatórios virtuais de diferentes estados. A PCPR apura crimes como falsidade ideológica, uso de documento falso e colaboração com organizações criminosas.
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De acordo com a polícia, ele acessou irregularmente pelo menos 80 processos de execução penal no Paraná e realizou 118 atendimentos virtuais a presos em unidades prisionais de Santa Catarina usando credenciais falsas.
As investigações apontam ainda que o homem mantinha contato com lideranças de uma facção criminosa catarinense. Apresentando-se como profissional da área jurídica, ele oferecia serviços ilegais ao grupo e prometia transferências de detentos mediante pagamentos que chegariam a R$ 200 mil. Conforme o delegado Emmanoel David, o investigado afirmava ter influência junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acelerar processos de interesse da organização.
A PCPR também descobriu que o suspeito usava indevidamente o registro profissional de um advogado de São Paulo e chegou a atuar em tribunais com identidade falsa. Em um dos casos, realizou sustentação oral em uma sessão do Tribunal de Justiça do Ceará.
O histórico criminal do preso é antigo. Segundo a polícia, ele acumula registros desde a década de 1990. Em 2000, foi acusado de participar de golpes bancários que teriam causado prejuízos de cerca de US$ 30 milhões. Já em 2001, foi apontado como mentor de um grupo que tentou clonar o cartão de crédito de um então governador.
Para dificultar sua identificação, o investigado chegou a alterar legalmente o próprio nome e utilizava dois números de CPF diferentes, alternando os dados conforme a fraude que pretendia aplicar.
A prisão contou com apoio da Polícia Civil do Ceará. O caso segue sob investigação.