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Exato momento de morte encefálica e comunicado às famílias viram temas de curso para 60 médicos do Estado

A doação de órgãos só pode acontecer após o diagnóstico de morte encefálica, uma das principais linhas de cuidado em transplantes.
A doação de órgãos só pode acontecer após o diagnóstico de morte encefálica, uma das principais linhas de cuidado em transplantes.

Redação com AEN

20/03/22
às
16:07

- Atualizado há 1 ano

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Sessenta médicos tiveram um curso intenso sobre o exato momento em que se determina a morte encefálica de um paciente. O curso chamado Capacitação em Determinação de Morte Encefálica (CDME) também abordou de que forma os profissionais da saúde devem se portar diante de um anúncio à família. Os médicos escolhidos para o curso atuam em unidades de tratamento intensivo, emergência e atendimento do paciente grave da rede pública e privada do Estado.

Saúde participa de curso com foco na capacitação para determinação de morte encefálica – Curitiba, 19/03/2022

O curso teve a iniciativa da Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, por meio da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) em parceria com a Central de Transplantes do Paraná (CET/PR), e aconteceu neste fim de semana.
A doação de órgãos só pode acontecer após o diagnóstico de morte encefálica, uma das principais linhas de cuidado em transplantes. Desde 2017, com a publicação da Resolução 2.173 do Conselho Federal de Medicina (CFM), apenas médicos capacitados podem realizar este diagnóstico.

O Paraná foi o primeiro Estado a oferecer a capacitação, que teve início em 2018, e já habilitou mais de mil médicos para esse diagnóstico.

“Precisamos estimular os profissionais sobre o importante papel que desempenham no processo de doação de órgãos, desde o diagnóstico rápido, passando pelos cuidados médicos de manutenção dos órgãos até o delicado momento de conversar com os familiares sobre a morte. Todas essas etapas precisam ser ágeis para viabilizar a doação”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Médicos também receberam informações sobre de que forma de portar diante da família do paciente – Curitiba, 19/03/2022

Conteúdo

O curso, com conteúdo amplo sobre o tema, possibilita que os médicos aperfeiçoem as técnicas de manejo e manutenção hemodinâmica, ou seja, como tratar um paciente para que seja possível concluir o diagnóstico e, caso seja um potencial doador, manter os órgãos viáveis até o momento da doação.

De acordo com o médico e coordenador responsável pelo curso, Luiz Antônio da Costa Sardinha, além de aprender como realizar de maneira correta e segura o diagnóstico de morte encefálica, no curso são oferecidas estratégias para o médico se comunicar com os familiares frente a situações de perda.

A médica responsável técnica do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET/PR), Luana Alves Tannous, diz que o objetivo é qualificar a assistência prestada nos hospitais de todo o Estado. “Com o curso, o paciente em morte encefálica tem o diagnóstico realizado adequadamente conforme a legislação. Isso possibilitará ao Estado uma melhora nos indicadores de qualidade do processo e, consequentemente, no número de doações, refletindo assim em mais transplantes”, explica.

Instrutores

O curso teve como instrutores o médico coordenador de transplantes de Santa Catarina, Joel de Andrade, o médico intensivista Glauco Adriano Westphal e o neurologista Gerson Luís Costa.

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