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“Ex-presidiário”, “Ajudou a matar pessoas”; deputados discutem em votação sobre homenagem a Bolsonaro

Os deputados estaduais Delegado Jacovós (PL) e Arilson Chiorato (PT) bateram boca durante as falas
Chiorato e Jacovós tiveram bate-boca durante falas na CCJ (Fotos: Divulgação Alep)
Os deputados estaduais Delegado Jacovós (PL) e Arilson Chiorato (PT) bateram boca durante as falas

Luiz Henrique de Oliveira

30/08/23
às
10:23

- Atualizado há 3 anos

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A polarização tomou conta da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), nesta terça-feira (29), em que foi decidida a aprovação do projeto de lei que quer conceder o título de Cidadão Honorário do Estado do Paraná ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL). Os deputados estaduais Delegado Jacovós (PL) e Arilson Chiorato (PT) bateram boca durante as falas. (Assista ao vídeo no decorrer da matéria)

Quem primeiro usou a palavra foi Jacovós, que defendeu a homenagem a Bolsonaro e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ex-presidiário.

“O que está sendo debatido na CCJ é algo que pode ser debatido em plenário, se discutir o mérito e não a constitucionalidade. Do ponto de vista constitucional, o projeto é correto e já aprovamos para inúmeros outros sem discussão ideológica. Não vejo mais necessidade de ficar discutindo. Se for discutir os títulos que o ex-presidiário e atual presidente tem, título honoris causa por Universidade de Coimbra, todo mundo sabe que são concedidos pelo conselho da Universidade. Estamos saindo da constitucionalidade e indo para o mérito aqui”, afirmou o parlamentar.

Em seguida, Chiorato teve a palavra e explicou os motivos de não achar constitucional conceder o título a Bolsonaro.

“Casos de joias, cocaína no avião. Questão pessoal e profissional colocada como irrepreensível aqui. São quatro itens a serem atendidos para receber o título: 1-contribuição à ciência e artes ou cultura em geral: Qual foi feita por ele? Nenhuma. A gente sabe da falta de investimento e criminalização da ciência; 2-Ação destacada na área da filantropia: tirando a obra pra família, a mansão em Brasília, não tem nada; 3-Biografia com registro de postura ética e respeitosa: atacou o STF, fez afronta ao congresso, que respeito esse cara tem para receber o título? 4-Notório saber na área de atuação: um cara que junto com o vírus ajudou a matar pessoas, contra a máscara, contra a vacina, que notório conhecimento tem? Muito pelo contrário”, disse.

Neste momento, Jacovós afirmou que não poderia haver ofensas: “O senhor chamou ele de genocida. Falei ex-presidiário mesmo”, disse o deputado do PL. Em seguida, após um bate boca, Chiorato pediu que fosse respeitado o direito à fala. Assista abaixo:

Após a discussão, quem usou a palavra foi o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PSD), que em uma fala mais ponderada afirmou que o projeto não teria legalidade para ser aprovado. “Acontece aqui uma manifestação política. O deputado tem a liberdade de propor, mas do ponto de vista da legalidade, não é, porque não preenche os requisitos da lei estadual. Entendo que é ilegal. Respeito a manifestação política, mas é impróprio do ponto de vista da legalidade”, concluiu.

A expectativa é que o projeto para que Bolsonaro se torne cidadão honorário do Paraná seja aprovado pelos deputados na Alep. O ex-presidente deve vir para Curitiba receber a homenagem, assim como aconteceu em Minas Gerais. Nas eleições de 2022, Bolsonaro teve 62,40% dos votos válidos no estado.

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