PUBLICIDADE
Curitiba /
SEGURANÇA

Esquema que desviou R$ 8,3 milhões de empresa em Curitiba é alvo de operação; investigação começou após sequestro

Conforme a investigação, o sequestro teria sido planejado por uma ex-gerente administrativa responsável pelo setor financeiro da empresa
Operação ocorre nesta manhã (Foto: Polícia Civil)
Conforme a investigação, o sequestro teria sido planejado por uma ex-gerente administrativa responsável pelo setor financeiro da empresa

Redação Nosso Dia

10/07/26
às
7:54

- Atualizado há 11 segundos

Compartilhe:

Um esquema suspeito de desviar mais de R$ 8,3 milhões de uma empresa de produtos médicos de Curitiba foi alvo de uma operação na manhã desta sexta-feira (10). A investigação surgiu durante a apuração do sequestro do proprietário da empresa, ocorrido em setembro de 2024, no bairro Jardim Botânico.

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

Foram cumpridos 27 mandados judiciais, entre buscas e apreensões e sequestro de valores, em Curitiba, São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana, além de Porto Alegre (RS).

O caso começou a ser desvendado após o empresário, então com 58 anos, ser sequestrado por um grupo que pretendia extorquir mais de R$ 3 milhões. Durante as investigações sobre o crime, os policiais descobriram que os mesmos envolvidos também teriam participado de um esquema milionário de fraude contra a empresa da vítima.

Conforme a investigação, o sequestro teria sido planejado por uma ex-gerente administrativa responsável pelo setor financeiro da empresa. Ela foi presa em abril deste ano, em São José dos Pinhais. Outra ex-funcionária, além de familiares e pessoas próximas às investigadas, também foi identificada como participante tanto do sequestro quanto do esquema de desvio de recursos.

Segundo as investigações, as suspeitas aproveitaram o acesso ao sistema financeiro da empresa para autorizar o pagamento de boletos fraudulentos emitidos em nome de empresas de fachada criadas pelo próprio grupo.

Ao todo, foram identificados 46 boletos fraudulentos pagos entre janeiro e setembro de 2024, causando um prejuízo estimado em R$ 8,3 milhões.

De acordo com o delegado Emmanoel David, as funcionárias tinham acesso ao controle das ordens bancárias da empresa, o que permitiu a realização dos pagamentos sem despertar suspeitas.

“Como essas funcionárias atuavam diretamente no controle do fluxo das ordens bancárias, conseguiram realizar diversos pagamentos que originaram um prejuízo de R$ 8,3 milhões. Paralelo a isso, montaram uma rede de pessoas que recebiam esses valores e transacionavam entre elas de forma a tentar dificultar o seu rastreio”, afirmou.

Até o momento, 11 pessoas foram identificadas como integrantes do esquema. A investigação continua para esclarecer toda a movimentação financeira e apurar a participação de outros envolvidos.

TÁ SABENDO?

SEGURANÇA

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias