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Empregada doméstica grávida agredida diz que perdeu 50% da audição devido às agressões

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, que contratou Samara, foi presa preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, na semana passada
Samara Regina Dutra, de 19 anos, que está grávida, foi vítima de agressões no Maranhão Foto: Reprodução/Instagram
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, que contratou Samara, foi presa preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, na semana passada

Estadão Conteúdo

15/05/26
às
8:23

- Atualizado há 25 segundos

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A empregada doméstica Samara Regina Dutra, de 19 anos, que foi torturada em Paço Lumiar, na Grande São Luiz, no Maranhão, afirmou que perdeu 50% da audição como consequência das agressões sofridas. A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, que contratou Samara, foi presa preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, na semana passada. Ela é investigada pelos crimes de tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.

Samara, que está grávida, contou sobre a situação em sua conta no Instagram nesta quinta-feira, 14. Ela disse ter percebido que estava ouvindo muito baixo e que passou a sentir dores. “Como consequência das coisas que aconteceram (agressões), eu estava ouvindo muito baixo, mas não achei que era algo tão sério. Mas comecei a sentir muita dor para dormir ou com barulho muito alto”, explicou.

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Segundo ela, o diagnóstico ainda não é conclusivo. “Com base no exame que eu fiz, aparentemente perdi 50% da minha audição dos dois lados”, afirmou. “Fiquei um pouco assustada, me desesperei na hora, mas agora estou tentando lidar sem me desesperar, até porque tudo que eu sinto o Artur (bebê) sente. Então, tenho que manter a calma, mas eu vou me consultar de novo semana que vem e, até lá, vou rezar para que esteja tudo bem e eu não precise usar aparelho”, contou.

Na terça-feira, 12, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), afirmou que Samara foi contratada para trabalhar como recepcionista na administração estadual.

Relembre o caso

Conforme a investigação, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos agrediu a trabalhadora doméstica, grávida de cinco meses, após acusá-la de furtar um anel na sua residência. A vítima relatou à polícia que levou puxões de cabelo, socos e que foi jogada no chão. As agressões teriam continuado mesmo após o anel ser encontrado em um cesto de roupas sujas.

A jovem também disse à polícia que um homem, que seria PM, teria ajudado a empresária nas agressões. Em áudios que constam no inquérito, Carolina Sthela narra a violência contra a doméstica e diz que era para a jovem não ter saído viva. A empresária também teria ameaçado a empregada de morte caso denunciasse as agressões.

A defesa de Carolina Sthela havia admitido as agressões à empregada doméstica, afirmando que a empresária iria “pagar pelo que deve”. Recentemente, Carolina trocou de advogado. A reportagem entrou em contato com ele e aguarda retorno.

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de envolvimento nas agressões à empregada doméstica, também foi preso. Ele responde a um procedimento instaurado pela Corregedoria da PM para apuração da conduta e responsabilidade dele no caso. O Estadão tenta localizar a defesa do PM.

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