
- Atualizado há 3 anos
Em Curitiba para apresentação do Pronasci 2, com a entrega de equipamentos para o fortalecimento da Segurança Pública no Paraná, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, não poupou criticas ao deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR). Ao ser questionado pela imprensa, confirmou que pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) o investigue por fake news e disse que o que o paralamentar fez, ao liga-lo ao crime organizado, foi uma canalhice.
O estopim do atrito entre os dois aconteceu após comentários que Dallagnol fez sobre a ida de Dino ao Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense, no dia 13 de março, para um evento sobre segurança pública. Na perspectiva do ex-procurador da República, o ingresso de uma autoridade no local só seria possível através de negociação com o crime organizado.
Na capital paranaense, cidade natal de Dallagnol, o ministro voltou a criticar o parlamentar, ex-procurador da Operação Lava-Jato. “Eu vi com muito espanto que um integrante da comunidade jurídica brasileira tivesse publicado uma mentira. Eu representei contra ele e os demais, que publicaram de maneira irresponsável que eu havia entrando na comunidade do Rio de Janeiro para fazer acordo com o crime organizado. Isto não é apenas mentira, é canalhice”, afirmou.
Em seguida, o ministro disse que tem honra e que espera que a medida tomada junto ao STF sirva como pedagogia ao rival político. “Eu tenho honra e por isso reagi. Lamento e acho que um ex-integrante da comunidade jurídica tem que defender um valor constitucional, que é a democracia. A mentira corrompe e destrói a democracia. Espero que isso sirva de pedagogia para que ele tenha ética. Fui visitar comunidades pobres e iriei sempre, porque não se faz Segurança Pública sem ouvi-los”, concluiu.
Caso a notícia-crime seja acolhida pelo ministro Alexandre de Moraes, o ex-procurador da República poderá figurar entre os investigados do inquérito das fake news. O deputado pode ser intimado para prestar esclarecimentos e até depor, mas fica protegido de uma eventual ação penal enquanto perdurar o seu mandato na Câmara.