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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 16, que é preciso aprimorar a política de relação externa do Brasil, ressaltando o acordo com o Paraguai para a construção da Itaipu Binacional. Segundo ele, o Brasil tem que ter responsabilidade de que outros países cresçam juntos, para que possamos viver em um continente de paz e tranquilidade e evitar conflitos entre os povos.
Em um momento de descontração, brincou com uma criança sobre queda do preço da picanha, que foi uma de suas promessas de campanha. Ele discursava quando o garoto questionou se já tinha caído o preço da picanha, então ele afirmou: “Já caiu o preço da picanha?”. (Assista ao vídeo abaixo)
Ainda durante o discurso, Lula pontuou que o preço da carne vai baixar, mas as coisas não acontecem do dia para a noite. “Porque vai baixar o preço da carne neste país. Precisa baixar. Vamos dar um tempo, também porque as coisas não podem acontecer do dia para a noite”, pontuou Lula.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço da carne vermelha no Brasil de fato teve uma queda, quando recuou 1,22% em fevereiro, a maior queda nos últimos 15 meses.
Ainda durante o discurso, o presidente pontuou que, como o maior país da América do Sul, o Brasil deve ser “humilde” e combinar crescimento econômico com o de seus parceiros, em um aceno ao fortalecimento das relações com os países vizinhos. Com isso, Lula reiterou o compromisso de fortalecer o Mercosul e a Unasul e se comprometeu a reconstruir a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Em sua avaliação, o País se encontra mais maduro e consciente.
“Acordo entre Paraguai e Brasil para construção e na administração é um acordo civilizatório, é como se fossem medidas as proporções da construção de uma União Europeia. Provamos que é possível fazer acordos binacionais; estabeleceu uma regulação que permite que os dois povos ganhem, que os dois países ganhem e que a gente possa efetivamente viver num mundo de tranquilidade”, disse durante a posse do novo diretor-geral de Itaipu.
O presidente afirmou que o novo diretor-geral brasileiro, Enio Verri, assume a responsabilidade de que, em Itaipu, é representante do Brasil e, portanto, não deve colher os frutos apenas de olho na usina. “Precisa ajudar com que o governo tente resolver os problemas do povo brasileiro e Itaipu pode contribuir com um grão dessa área”, disse, destacando a importância política da usina para Brasil e Paraguai.
Lula afirmou que hoje não seria possível construir o empreendimento como foi feito no começo de 1970, pontuando os avanços das questões climáticas na atualidade.
O presidente ainda mencionou a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, que estabelece as bases financeiras e de prestação dos serviços de eletricidade da hidrelétrica. As negociações vão envolver os governos do Brasil e do Paraguai e, segundo a empresa, devem começar em agosto deste ano.
“Tenho certeza de que nós iremos fazer um tratado que leve muito em conta a realidade dos dois países e o respeito que o Brasil tem que ter por seu aliado, nosso querido Paraguai”, disse Lula, citando que a usina deve contribuir com o desenvolvimento tanto do Brasil quanto do Paraguai.