
- Atualizado há 3 anos
O deputado federal Reinhold Stephanes Junior e o deputado estadual Tito Barichello protocolaram, nesta quarta-feira (30), “notícia crime” no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado estadual Renato Freitas (PT), o acusando de racismo contra o ministro Cristiano Zanin, do STF. A alegação é que Freitas teria sido racista ao afirmar que Zanin “proferiu decisão equivocada sobre a possibilidade das guardas municipais realizarem abordagem policial porque é homem, branco, rico e privilegiado”.
A afirmação de Freitas teria sido feita no evento cultural denominado “I ENCONTRO DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA POLICIAL DO PARANÁ – QUEM NOS CUIDA DA POLÍCIA?”, realizado na Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no último sábado (26). Na mesma notícia crime, os deputados ainda alegam que, dois dias depois, na segunda-feira (28), o parlamentar reiterou os ataques a Zanin, ao participar de debate no Programa de TV “Rivaroli na Band”.
“É “homem, branco, rico, privilegiado, que tem no seu círculo de sociabilidade apenas pessoas como ele e, portanto, não sabe os efeitos concretos de uma decisão, como a que ele deu, de militarizar a Guarda Municipal, colocar ela como uma força de segurança pública ao moldes da Polícia Militar, a ponto de dar autorização pra que ela faça ronda ostensiva”, disse Freitas, conforme a notícia crime.
Com isso, os deputados, representados pelo advogado Jeffrey Chiquini, afirmam que o cenário em questão, em tese, apresenta indícios da prática do crime de injúria racial, capitulado no Artigo 2o-A da Lei n.o 7.716/1989, e demanda apuração no âmbito do STF.

Sobre a notícia crime apresentada pelos parlamentares, o Portal Nosso Dia entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado Renato Freitas, que afirmou que o parlamentar deverá se pronunciar sobre o tema em suas redes sociais, o que não aconteceu até a publicação desta reportagem.