
- Atualizado há 3 anos
Os deputados estaduais aprovaram, nesta segunda-feira (1), o projeto que altera o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e cria uma bancada feminina. O objetivo da proposta é garantir a participação das mulheres na composição da Mesa Diretora, além de criar uma bancada composta por todas as parlamentares do Legislativo Estadual. O projeto, que avançou em primeira discussão, obteve 43 votos favoráveis e um contrário.

Com a criação da Bancada Feminina, a Assembleia Legislativa pretende ampliar a participação das mulheres no parlamento estadual. Para isso, a proposição garante que a líder da Bancada Feminina exercerá as mesmas prerrogativas que o Regimento Interno assegura aos líderes de partido ou bloco parlamentar.
Na Alep, apenas cinco dos 54 deputados são mulheres: Cantora Mara Lima (Republicanos), Cristina Silvestri (PSDB), Luciana Rafagnin (PT), Mabel Canto (PSDB) e Maria Victória (Progressistas).
A justificativa da proposta lembra que a única regra da eleição para a composição da Mesa é a proporcionalidade partidária. Portanto, a aprovação da iniciativa visa garantir na composição da Mesa Executiva a representatividade feminina e a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares formados.
O único voto contra foi do deputado Homero Marchesi (Republicanos). Em abril, ele criou polêmica ao se posicionar contra a criação da bancada feminina.
Segundo o parlamentar, as mulheres são minoria no parlamento “porque quiseram”.
“Esse projeto estabelece uma cota de 30% para mulheres na mesa diretora e uma bancada feminina, que dá direito a voto e provavelmente a cargo, então provavelmente a gente está criando cota para a maioria. Eu não sei porque, mas as mulheres são maioria na cidade, se as mulheres são minoria na Assembleia é porque as mulheres quiseram isso. É um projeto que vai beneficiar uma minoria que foi escolhida por uma maioria”, disse Marchesi.
A deputada Cristiana Silvestri (PSDB) respondeu e lembrou que as mulheres nunca possuíram a representatividade almejada.
“Nós nunca tivemos essa representatividade, em nenhum lugar, nas Câmaras Municipais, nas Assembleias Legislativas ou nas Câmaras Federais. Nós somos uma maioria realmente, 52%, então queremos ter esse direito de voto, de voz. Quando nós falamos de democracia, temos que ter igualdade, temos que ter representatividade, mas não somos”, destacou.