
- Atualizado há 5 horas
A Marinha do Brasil afirmou, em nota oficial divulgada à imprensa na noite desta segunda-feira, 1º, que o corpo encontrado nesta manhã em Ilhabela é o de Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos, que estava desaparecido e era buscado desde o dia 24 de maio, quando saiu para um passeio de moto aquática.
Segundo as informações do 8º Distrito Naval, o corpo de Dheoge foi encontrado nas proximidades da Praia do Pedro Arnaldo, no município de Ilhabela, e foi reconhecido por familiares e identificado pelo Instituto Médico Legal (IML). A operação de busca por ele durou nove dias e participaram a Marinha, a Força Aérea, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e um helicóptero Águia da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
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O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) não responderam aos questionamentos enviados pela reportagem do Estadão.
Dheoge estava desaparecido desde a tarde do dia 24 de maio. Ele estava em uma festa em uma lancha com amigos e saiu na moto aquática para um passeio ao lado de Bruna Damaris Sant’anna da Silva, que já havia sido encontrada com vida na última terça-feira, 26, e recebeu alta hospitalar na quinta-feira, 28.
Até a última quinta-feira, a principal hipótese da investigação sobre o ocorrido era a de que a moto aquática tenha tido uma pane e parado de funcionar, afundando em seguida. O equipamento foi localizado na segunda-feira, 25, e encaminhado para perícia
“Pelo que eu soube, pelo que eu apurei, ainda não é nada oficial, tendo em vista que a embarcação, o jet ski, está para fins periciais. A embarcação parou no meio do mar, apagou. Eles ficaram um tempo sobre a embarcação, ela começou a afundar, aí eles tiveram que desembarcar e ficaram à deriva todo esse período no mar”, disse o delegado responsável pelo caso, Caio Nunes de Miranda, em entrevista à Rede Vanguarda, afiliada local da Globo.
O caso também é investigado em um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação aberto pela Marinha. A corporação informou que questões relacionadas à habilitação do condutor da moto aquática e à regularidade da documentação fazem parte da apuração em andamento.
Bruna foi encontrada flutuando no mar por dois pescadores. Ela boiava graças ao colete salva-vidas que usava e não teve ferimentos graves. Contudo, precisou ficar internada dois dias no hospital Mário Covas, em Ilhabela, devido ao esforço físico e à falta de alimentação e água nos dois dias que passou à deriva.