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Após PCC e CV se tornarem organizações terroristas, Gleisi diz que Bolsonaros comemoram ingerência dos EUA no Brasil

A medida foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou que as duas facções brasileiras exercem influência em toda a região e representam ameaça aos interesses de segurança dos Estados Unidos
Gleisi Hoffmann. Foto: Portal Nosso Dia
A medida foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou que as duas facções brasileiras exercem influência em toda a região e representam ameaça aos interesses de segurança dos Estados Unidos

Redação Nosso Dia

29/05/26
às
9:00

- Atualizado há 5 segundos

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A deputada federal e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), criticou nesta quinta-feira (28) a reação de integrantes da família Bolsonaro à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A medida foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou que as duas facções brasileiras exercem influência em toda a região e representam ameaça aos interesses de segurança dos Estados Unidos.

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“Hoje, designei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras e como Terroristas Globais Especialmente Designados”, escreveu Rubio em publicação nas redes sociais. Segundo ele, o governo do presidente Donald Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para combater o financiamento e as atividades dessas organizações criminosas.

A decisão foi comemorada pelo senador Flávio Bolsonaro, que compartilhou a publicação de Rubio e escreveu apenas: “Grande dia”. A manifestação ocorre dias após o parlamentar se reunir com Trump nos Estados Unidos e defender a inclusão das facções brasileiras na lista de organizações terroristas.

A expressão utilizada por Flávio faz referência a uma publicação feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro quando o ex-deputado Jean Wyllys anunciou que deixaria o Brasil, frase que acabou se tornando um bordão entre apoiadores do ex-presidente.

A reação provocou críticas de Gleisi Hoffmann. Em publicação nas redes sociais, a ministra afirmou que a família Bolsonaro estaria comemorando uma interferência estrangeira em assuntos brasileiros.

“Mais uma vez a família Bolsonaro mostra que são traidores da pátria, festejando uma ingerência dos EUA no Brasil. Não respeitam nem querem que seja respeitada a soberania nacional”, escreveu.

Gleisi argumentou que o combate às facções criminosas deve ser realizado pelas instituições brasileiras e destacou ações do governo federal contra o crime organizado. Segundo a ministra, operações recentes têm buscado atingir a estrutura financeira das organizações criminosas, especialmente os mecanismos de lavagem de dinheiro.

A petista também defendeu o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e afirmou que a classificação anunciada pelos Estados Unidos representa uma ameaça à soberania nacional.

“Essa investida dos EUA hoje não é contra o crime, é contra nossa soberania, o que está sendo incentivado pelos interesses da família Bolsonaro”, declarou.

A decisão do governo norte-americano reacendeu o embate político entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio às discussões sobre segurança pública e combate ao crime organizado no país.

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