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Contraturno com música transforma vida de crianças e adolescentes carentes em Colombo

O Instituto Beija-Flor quer ajudar na formação humana e educacional de crianças e adolescentes por meio da música como ferramenta pedagógica.
O Instituto Beija-Flor quer ajudar na formação humana e educacional de crianças e adolescentes por meio da música como ferramenta pedagógica.

Elizangela Jubanski, especial para o Nosso Dia

30/05/22
às
15:20

- Atualizado há 4 anos

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As aulas de música que Manuela faz no Instituto Beija-Flor são as favoritas. Ela aprende violino, viola, violoncelo e também dedilha no teclado. Depois, confessa que jiu-jitsu é a atividade que ela não perde por nada. Além disso, ela participa de passeios culturais em museus, cinemas, exposições, para que entenda a fundo tudo o que a arte tem para ensinar. Manu, como é conhecida entre amigos, tem 10 anos, mora em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, junto com a mãe e dois irmãos pequenos. Ela é uma das 65 crianças que integram um dos projetos sociais mais bacanas ali da região construídos pela iniciativa privada: o Instituto Beija-Flor.

Manuela tem 10 anos e há 4 frequenta o Instituto Beija-Flor. Foto: Arquivo pessoal

O legal é que o IBF cumpre um papel real de transformação por meio de atividades e pertencimento, bastante estimulada pela música. Lá, as crianças tem alimentação, cuidados e uma série de aulas artísticas, culturais e educacionais – isso tudo no contraturno escolar. Quem faz parte são crianças e adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social e são encaminhadas por meio de uma parceria com o município de Colombo, envolvendo o Centro de Referência de Atenção Social (CRAS).

A sede está no bairro Guaraituba, em uma área de 1,7 mil m², perto da casa da diarista e cuidadora de idosos, Fabiane de Jesus Ramos, 37, mãe da Manu. “Fiquei em uma lista de espera até conseguir colocar ela no Beija-Flor. Quem me contou tudo sobre o que era foi o pessoal do CRAS. Faz 4 anos que a Manu está aqui e eu só tenho o que agradecer. Ela faz coisas aqui que eu não teria condições financeiras para oferecer, como aulas de músicas, idas ao cinema, muita coisa que eu nem sei dizer. Fico tranquila porque consigo trabalhar e saber que ela está bem e com pessoas do bem”, comemora a mãe, em entrevista ao Portal Nosso Dia.

Ciclo que prospera

As pessoas do bem, falada por Fabiane, têm nome: Sérgio e Neide Sosvianin, um casal de empresários que queria retribuir as redes de apoio que, muitas vezes, é raridade para quem precisa. “Eu sentia que era um dízimo na minha vida. Eu nasci em um berço vulnerável e queria ser efetiva, queria fazer algo que realmente pudesse fazer a diferença na vida das pessoas”, relembra Neide, em um bate-papo descontraído com o Portal Nosso Dia.

Crianças têm aulas de músicas no IBF. Foto: Arquivo pessoal

Certa em sua vontade, a empresária precisou entender a região de Colombo, onde suas empresas estavam instaladas, e analisar de que forma poderia atuar para contribuir. “Contratamos uma empresa de pesquisa, que nos revelou que a 2ª infância, aquela dos 6 aos 15, era a mais vulnerável nessa região. Por isso, toda a nossa estrutura é montada para esse público. Desde o começo pensamos de que maneira nós conseguiríamos transformar a realidade dessas crianças e adolescentes. Usamos a música como principal ferramenta pedagógica, e sempre pensando em estimular a consciência cidadã de cada um, conta Neide.

E a essa altura, vamos lembrar, que o casal já é conhecido aqui. Quem lembra? Eles são Sérgio e Neide Sosvianin, donos da Vértice Embalagens e da tradicional Versátil, ambas do Grupo Antares. Mês passado, conhecemos a história da Vértice, encontrada pela gigante Amazon por meio do Google. Legal né? É o ciclo da prosperidade que impera por lá.

A música

No ano passado, o IBF criou uma Orquestra de Cordas. Além das crianças já atendidas, o projeto ampliou e trouxe jovens interessados em música. Aulas de violino, viola e violoncelo: todas ministradas pelo IBF para começar a formação em música. De lá para cá, apresentações pontuais acontecem em empresas e entidades para incentivar os alunos a possibilidades artísticas. “Sinto um orgulho danado em ver essas crianças segurando aqueles violinos, lendo as partituras, com uma desenvoltura maravilhosa. Me emociono demais”, diz a empresária, que não abandona seu largo sorriso.

IBF criou a Orquestra de Cordas. Foto: Divulgação IBF

Adultos têm sonhos e o de Neide está estampado na vibração do seu amor pelo IBF. “Meu maior desejo é o de encontrar pessoas com a mesma sede que temos para poder crescer, captar mais parceiros, mais voluntários, ampliar o atendimento às crianças e aos adolescentes. Esse empreender social é o que eu quero deixar para as futuras gerações”, finaliza. Que legado, hein, Neide?

Empresária Neide Sosvianin, a fundadora do IBF. Foto: Divulgação IBF

Quer ajudar?

Lembrando que todas as atividades que o IBF oferece são gratuitas, pois tem o investimento do Grupo Antares, que conta com parceiros nessa empreitada. Caso queira fazer parte, uma das maneiras mais fáceis de ajudar o IBF é na declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), com a destinação de até 3% do IR para o instituto.

Tem um passo a passo para que o valor realmente vá para o IBF. Mas o principal é que o comprovante do Documento Arrecadação de Receitas Federais (DARF) seja encaminhado para o email: [email protected], com cópia para [email protected].

Dessa forma, o IBF terá acesso e receberá o valor doado. Surgiu uma dúvida ou quer conhecer todas as atividades do Instituto Beija-Flor? Clique aqui e boa visita virtual.

TÁ SABENDO?

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