
- Atualizado há 24 segundos
Pelo segundo ano consecutivo, dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mostram redução nos casos de dengue no município. Até agora, 2026 apresentou uma redução de 94% dos casos de dengue em relação ao mesmo período no ano anterior e uma redução de 99% em comparação ao mesmo período de 2024.
De 1 de janeiro a 15 de abril de 2026, foram registrados 62 casos de dengue. Em 2025, no mesmo período do ano, foram registrados 999 casos e em 2024 haviam sido 7.093 casos.
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A taxa de incidência da dengue, calculada a cada 100 mil habitantes, também mostra retração da doença. Em 2024, a taxa de incidência da dengue era de 905 a cada 100 mil habitantes. Em 2025 caiu para 91 a cada 100 mil habitantes e em 2026 está, atualmente, em 19 a cada 100 mil habitantes.
Além da redução da taxa de incidência e do número de casos, não houve registro de mortes pela doença em Curitiba, em 2026, até o momento. Em 2025, também não havia sido registrada nenhuma morte. Em 2024, ocorreram oito óbitos durante o ano, sendo quatro até 15 de abril daquele ano – período de maior sazonalidade da doença, com concentração de casos.
Para a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak, estes resultados são fruto de um trabalho intenso, liderado pelo prefeito Eduardo Pimentel, com articulação do setor público e envolvimento da sociedade civil e com a contribuição da ação individual de cada cidadão.
“Sob a gestão do prefeito Eduardo Pimentel, nós temos trabalhado de forma intersetorial com todas as secretarias e temos envolvido a sociedade civil e a população. Os resultados são reflexo de tudo isso”, disse.
Além da redução de casos, os dados da SMS mostram também redução no número de focos do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Em 2026, foram contabilizados, de 1 de janeiro a 15 de abril, 519 focos do Aedes aegypti. No mesmo período em 2025, eram 1.688 e em 2024 eram 2.028. Ou seja, 2026 registra uma redução de 69% do número de focos em relação ao ano anterior e uma redução de 74% na comparação com o número de focos de 2024.
Mesmo com o resultado positivo, a secretária alerta que a indicação é manter os cuidados.
“Mesmo com a queda da temperatura agora no outono e inverno não podemos baixar a guarda. O ovo do Aedes aegypti pode ficar latente por até 450 dias em ambientes secos, aguardando o contato com a água para desenvolver”, explica.
Além disso, a secretária lembra que há a previsão de formação do fenômeno meteorológico El Niño para o fim de 2026 e para o próximo ano, o que pode impactar nas reduções alcançadas até aqui.
“Não podemos relaxar, temos que nos preparar para o próximo ano, que terá previsão de chuva e calor, que propicia ambiente ideal para a proliferação do mosquito”, pontua.