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Ataques em série matam cerca de 60 animais na RMC; IAT investiga possível presença de onça

A propriedade mais afetada é a da agricultora Miramar de Mello Metz, onde aproximadamente 30 animais foram mortos desde o dia 26 de junho
(Fotos: Colaboração)
A propriedade mais afetada é a da agricultora Miramar de Mello Metz, onde aproximadamente 30 animais foram mortos desde o dia 26 de junho

Luiz Henrique de Oliveira

17/07/26
às
12:21

- Atualizado há 44 segundos

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Uma série de ataques a animais tem preocupado moradores da zona rural da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. Nas últimas semanas, cerca de 60 animais morreram em propriedades da localidade de Piripau, e a principal suspeita é de que os ataques tenham sido provocados por uma onça. Para confirmar a presença do felino, o Instituto Água e Terra (IAT) instalou câmeras de monitoramento na região. (Assista ao vídeo após um dos ataques mais abaixo)

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A propriedade mais afetada é a da agricultora Miramar de Mello Metz, onde aproximadamente 30 animais foram mortos desde o dia 26 de junho. Cabras, porco, galinhas, patos, marrecos, gansos, perus, codornas e pintinhos estão entre os animais que morreram ao longo de seis ataques registrados na chácara.

Segundo Miramar, tudo começou quando o marido chegou à propriedade e encontrou duas cabritas de estimação da neta mortas dentro de um pátio cercado por tela, arame e cerca elétrica. Um porco também foi encontrado morto após ter sido retirado de dentro do chiqueiro.

“Desde o dia 26 de junho está tendo várias ocorrências de ataques na minha chácara. As duas cabritas de estimação da minha neta foram encontradas mortas dentro do pátio, que era cercado e tinha até choque de proteção. O porco foi arrancado de dentro do chiqueiro e apareceu morto do lado de fora”, relatou.

Assista ao vídeo após um dos ataques:

Ela afirma que, após os primeiros ataques, comunicou as autoridades, que fizeram um boletim de ocorrência e vistoriaram o local. Poucos dias depois, novos ataques aconteceram.

“Na semana seguinte morreram cerca de 30 galinhas. Depois foram mortos patos, marrecos, gansos, perus e outros animais. Ao todo foram seis ataques. No último, morreram vários pintinhos, uma galinha-d’angola e até uma gaiola com codornas foi arrancada do alto”, contou.

Miramar diz que não chegou a ver o animal responsável pelos ataques e, por isso, evita afirmar que se trata de uma onça.

“Eu não vi uma onça, então não posso dizer que foi uma onça. Também não posso dizer que foi uma jaguatirica. A única coisa que sei é que era um bicho grande. Perdi praticamente todos os animais que eu tinha, sobrou apenas um pato”, lamentou.

A agricultora destaca ainda que outras propriedades da região também registraram ocorrências semelhantes.

“Não é só na minha chácara. Outras propriedades próximas também estão tendo ataques. Minha propriedade faz divisa com a Mata do Uru e com o Parque Estadual do Monge, uma região de muita mata. Alguns vizinhos dizem que já viram onça por ali.”

Pegada do animal (Fotos: Colaboração)

Ela afirma que a expectativa agora é pelo resultado do monitoramento realizado pelo IAT.

“Colocaram câmeras e vamos aguardar cerca de 30 dias para ver se algum animal aparece nas imagens. Só que agora ficou difícil, porque praticamente não tenho mais animais na propriedade.”

IAT monitora a região

Em nota, o Instituto Água e Terra informou que técnicos vistoriaram propriedades rurais da Lapa nesta quarta-feira (15) em busca de indícios que possam confirmar a presença de onças na região.

Durante a ação, foram instaladas câmeras de monitoramento em algumas propriedades para auxiliar na identificação do animal. O órgão ambiental informou ainda que acompanha o caso e orientou os proprietários sobre medidas preventivas para reduzir o risco de novos ataques.

(Fotos: Colaboração)

Entre as recomendações estão reforçar galinheiros e demais locais onde ficam os animais, além de manter os bichos recolhidos em estruturas mais seguras durante a noite.

O IAT também orienta que, em caso de avistamento de grandes felinos, a população não tente perseguir, capturar ou afugentar o animal. A recomendação é manter distância, recolher pessoas e animais domésticos para locais seguros e comunicar imediatamente o instituto para que a situação seja avaliada por técnicos especializados.

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